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Polêmica do dia

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Gente do céu, existem coisas no mundo que precisam ser colocadas na prateleira de “loucura total”. Porém, outras coisas extrapolem a condição de “loucura total” e vão para o cabide das “polêmicas loucas totais”. Para exemplificar meu raciocínio, trouxe para vocês a matéria da Igreja Universal do Reino de Deus cujo tema são dicas de looks para usar no Tempo de Salomão.

Se você andou por outros mundos nos últimos meses e não faz ideia do que seria esse tal templo, eu explico: trata-se da nova igreja gigantesca, e sede da organização, da Universal. Parece um santuário grego, com direito a colunas e muita – muita! – mármore. A obra foi rápida e custou não sei quantos milhões que vieram do bolso dos irmãos, que aplaudiram de pé o milagre de Deus.

No texto, os fashionistas da fé recomendavam que as irmãs usassem calças com shapes mais amplos, para não marcar o corpo e não promover o pecado. Outra sugestão interessante são as saias midi, por terem comprimento respeitoso e elegante. Se a irmã quiser, pode usar maquiagem, mas nada chamativo demais. A matéria diz, ainda, que as irmãs devem evitar o jeans e correr dos decotes mais ousados porque tudo isso não é do agrado de Deus. Se você quer conhecer a publicação na íntegra, ela está aqui.

Eu acho que Deus honestamente não se importa muito com a roupa que o fiel usa para rezar. Mas, ao mesmo tempo, acredito que é bom ter um pouco de simancol na hora de escolher o “look igreja”. Mesmo colocando essas duas questões, sei que a maioria das religiões têm códigos de vestimentas que são apropriados para as cerimônias, excluindo peças que julguem inadequadas.

Nesse caso, acho que o guia é perigoso quando passa do terreno do conselho e cai no lugar da ordem e proibição. É um absurdo que qualquer instituição tome para si o dever de proibir ou permitir as mulheres de usarem essa ou aquela roupa. Cada um deve ficar bem como julgar melhor e fim da história. Esse fato também chamou bastante atenção da imprensa porque o Templo de Salomão está sendo investigado por vários crimes, uma festa só.

Se você quer saber qual é sua roupa ideal para ir ao Templo de Salomão, aqui um teste divertidíssimo. O meu resultado foi “irmã moderna”.

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Essa tal cultura de moda

Dia desses, li no FFW – site que, se quiser me contratar, me fará muito feliz e ganhará seu lugarzinho no céu – matéria publicada em resposta a afirmação “blogueiras não têm cultura de moda” feita por Godfrey Deeny, importante editor de moda do jornal francês “Le Figaro”. Pois é, daí fiquei pensando em como conceituar essa tal “cultura de moda”.

Se pensarmos que cultura de moda é assistir em loco a todos os destiles das semanas de moda mais importantes – Paris, Nova York, Milão -, como faz Deeny, poucas pessoas têm cultura de moda. Eu, no caso, seria uma burra no assunto porque nunca pus meus pezinhos fora do Brasil. Já prestigiei alguns desfiles, todos aqui na terra do pão de queijo mesmo, Belo Horizonte.

Agora, se pensarmos no quesito conhecimento sobre história da moda funcionamento de mercado e minúcias do tema, bom, aí pode ser que eu tenha alguma cultura e perícia no assunto. Sou pós-graduada em moda e leio tudo que poso sobre o mundinho fashion, além de trabalhar como jornalista de moda em alguns veículos. Se esse for o ponto de vista apoiado pelo editor do jornal francês, pode ser que eu saiba alguma coisa.

Mas, na verdade, acredito que Godfrey Deeny pretendia dizer que cultura de moda é um conjunto que mistura conhecimento sobre história e origens, acesso à informação de boa procedência, conhecimento sobre tendências e marcas interessantes, além de colheradas generosas cheias de pensamento crítico. Meu povo, vamos combinar duas coisas: alguns blogs famosos não conseguem juntar todas essas ciosas que citei em um texto interessante, com boa escita, e muitas pessoas não estão interessadas em ler pensamentos mais profundos entre um look do dia e outro por pura preguiça de pensar nas coisas.

Esse fenômeno é engraçado porque eu mesma ainda não sei se o trato com a moda é tão raso porque as pessoas não se interessam por profundidade ou os promotores de informação têm tanta preguiça de explicar as coisas e por isso tudo o que lemos é assim, capenga. Fica parecendo aquele papo do “quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”

Penso que os blogs de moda realmente popularizaram as coisas, democratizando a informação e tudo mais. Também não acho que elas precisem fazer uma cronologia ilustrada de um estilista famoso, mas acredito que compromisso com a qualidade do conteúdo é importante e que, no fim das contas, essa é a grande crítica de Godfrey Deeny.

Algumas fulanas que falam de moda mataram um pouco da massa cinzenta de tanto colocar spray no cabelo, cês não acham? Mas nem tudo são trevas nesse mundo. Existem blogueiras interessantes. É só preciso paciência para procurar. Mas e você, tem cultura de moda?

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Street Style x Look do dia

Dia desses li uma matéria no Estado de São Paulo que refletia sobre as fotos de “street style” e os construídos “looks do dia”. Nela, o pensamento era de que looks do dia não correspondiam à realidade crua das tendências atuais já que eram montados para bater as fotos que recheiam os blogs de moda. Em contra partida, os cliques dos profissionais de street style eram mais interessantes e recheados de informação de moda.

Fiquei matutando e matutando sobre o assunto até conseguir escrever algo digno para vocês aqui no bloguito. Aí, finalmente, minha conclusão é de que os caras do Estadão estão certíssimos. Acho as manifestações de moda de rua muito mais interessantes de se acompanhar que os famigerados looks do dia pelo simples fato de que as pessoas, ao menos a parcela sã do mundo, não saem por aí imaginado encontrar um fotógrafo top para fotografar sua produção de trabalho.

Por isso não se montam como árvores de natal, exceto aquelas que já possuem esse hábito corajoso de vida que eu admiro inconscientemente. Já as bloguetes de moda, essas são engraçadas. As que têm dinheiro contratam fotógrafos e produtores de moda para escolherem suas roupas, além de fecharem parcerias com marcas conceituadas que precisam vincular seus nomes à personalidades de prestígio. Daí vão para lugares interessantes e tiram as fotos mais bem produzidas da vida. Outras, cujo orçamento é um tantinho menor, escolhem as roupas mais novas do armário, pedem ao namorado que tirem a foto em frente ao muro cult que fica perto de casa.

Como reconhecer tendências nesses cenários? O máximo que conseguimos encontrar aí são vestígios da coleção da marca tal o a mais nova tendência/uniforme do momento. O ruim é que aqui no Brasil não temos a forte cultura de fotografar looks nas ruas como nas principais capitias de moda porque as pessoas começaram a pouco com interesse por essas coisas. Grande parte foi despertada influenciadas pelos blogs de moda, afinal de contas na vida existe o lado bom e o lado ruim de tudo.

Se querem saber como eu faço meus looks aqui no blog, normalmente minha irmã fotografa as produções antes de eu sair para algum lugar ou compromisso. Tenho um pouco de preguiça de me montar apenas para tirar uma foto e pronto. Mas, acho mesmo que gosto mais de falar, por isso a raridade desse quadro aqui. Bom, já que conversamos sobre street style, olhem só essa foto. Não é mais interessante que a maioria dos looks do dia?

(Fonte: The Sartorialist)

(Fonte: The Sartorialist)

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Prefeitura de Nova York faz campanha para mostrar que meninas são bonitas, independente de sua aparência

Para levantar a autoestima das meninas de Nova York, a prefeitura da cidade elaborou uma campanha com o objetivo de mostrar para garotas de nove a 12 anos, pré-adolescentes, que elas são bonitas como são e não precisam se preocupar em se encaixar em padrão algum. A iniciativa foi tomada após pesquisas apontarem que problemas relacionadas a não aceitação do próprio corpo, como bulimia, depressão, anorexia, estão sendo detectadas cada vez mais cedo.

Os cartazes publicitários das campanhas são alegres, mostrando meninas com vários tipos de beleza dizendo que são bonitas porque são garotas. As fotos estão acompanhadas da frase “sou uma garota e sou bonita do jeito que sou”. A ideia é dizer que essas meninas são únicas, exatamente como as margaridas que vemos nos campos; algumas são gordinhas, outras maiores, existem as menores e as fechadinhas, mas todas essas margaridas são lindas, exatamente como essas garotas.

Achei a iniciativa da prefeitura de Nova York louvável. É muito bom ver que o poder público tenta fazer alguma coisa nesse caso tão delicado. Mas, ao mesmo tempo, a necessidade da campanha me parece assustadora afinal, raciocine comigo: serão as influências externas da mídia, da moda, das atrizes de televisão, dos adultos – porquê não? – tão fortes ao ponto de já afetarem a cabeça de garotas que, na maioria das vezes, ainda não tiveram nem mesmo a primeira menstruação da vida?

Essas crianças, porque as garotas que são o alvo da campanha, de nove a 12 anos, ao meu ver, ainda não são mulheres, estão vivendo uma fase muito dura da vida, onde tentam construir suas identidades e procuram – ás vezes desesperadamente – ser aceitas em grupos sociais. Traumas nessa época da vida podem ser muito sérios e, acredite, eu não estou sendo apocalíptica. Isso é psicologia, meus caros.

Mas esse sistema mídia/moda/televisão não muda assim, tão fácil. Trata-se de um fenômeno social que está muito ramificado na sociedade. Exatamente como, na Idade Média, mulher bonita era mulher gorda porque as damas corpulentas tinham dinheiro para comprar comida. Aí, todas as outras também queriam ter dinheiro para comprar comida e, consequentemente, ficar gordas. Qualquer iniciativa visando melhorar esse cenário, tentando mostrar que ser como as mulheres que estão em baixo dos holofotes é quase impossível, é válida. O estranho é que a idade do público alvo desse tipo de campanha seja cada dia menor. Vale uma reflexão…

Ela é uma garota. Ela é linda como é.

Ela é uma garota. Ela é linda como é.

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A feiura que você não vê

Essa semana, em todos os veículos de comunicação, vi notícias sobre a polêmica dos cães da raça Beagle resgatados do laboratório Royal, no interior de São Paulo. Segundo os ambientalistas, a atitude extrema só aconteceu porque a empresa, além de testar medicamentos e produtos de beleza nos bichinhos, também maltratava os animais.

Segundo notícias que li, o laboratório já havia sido notificado várias vezes quanto ás condições desfavoráveis nas quais os animais eram mantidos; em gaiolas pequenas, sem luz, com pouca comida, essas coisas. Li também que, após sofrerem os testes, ou eram sacrificados ou, se estivessem em condições, eram liberados para adoção.

Se você não sabe, a raça Beagle é aquela fofinha. Um bom exemplo é o cãozinho Marley no filme O Máscara, com Jim Carry. Segundo dizem, a raça é escolhida para essa prática porque é dócil e de porte médio. E não é só no Brasil não, é no mundo todo.

Isso tudo é para dizer que, se você conhece marcas que não fazem testes em laboratório com animais, use-as. Incentive essa prática ética, honesta e limpa. Eu não sei se é possível testar medicamentos in vitro, mas sei que é possível testar produtos de beleza sem o uso de cobaias como essas. Nada de atrocidades com ratos, cachorros, macacos, o bicho que for. O homem já foi à lua, já descobriu chuvas de diamante em Jupter, é lógico que não precisamos mais disso.

Agora vou citar algumas marcas que não fazem esses horripilantes testes em animais. Se você puder optar, e eu sei que pode, opte por marcas ecologicamente responsáveis. Garanto que sua consciência vai ficar mais leve. Eu já faço isso e me sinto bem feliz. As marcas são: O Boticário, Natura, Quem Disse Berenice, Eudora, Gramado, Embelleze, Vita Derm. Se quiser ver a lista completa, clique aqui.

Olha onde eles testam seus batons, shampoos, perfumes...

Olha onde eles testam seus batons, shampoos, perfumes…

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O dia em que usei Chanel

É gente, hoje o título está bombástico, quase profético, porque é essa a sensação que tive quando usei, pela primeira vez, espero do fundo do coração que não seja a única – um esmalte Chanel. Gente, não quero ser rica e comprar todos os produtos Chanel. Quero é ser jornalista de moda e receber esses mimos dessas marcas, por ser uma profissional influente. Mas, voltando, se trata da cor Dragon, um vermelho de personalidade, porém um pouco mais fechado que a cor de sangue, por exemplo. Isso aconteceu porque uma amiga resolveu instituir a categoria do “luxo emprestado” que significa, literalmente, emprestar algo luxuoso para uma amiga que estava necessitando de Chanel, eu.

Olha ele aí, o líquido mágico.

Olha ele aí, o líquido mágico.

Quando vi minhas unhas pintadas com o líquido mágico, fiquei me sentindo a última bolacha do pacote, a única coca-cola do deserto, a carta premiada do baralho, essas coisas… Impressionante como usar marca, seja o produto que for, deixa nos meros mortais uma sensação gostosa de poder, de pertencimento. É por isso que os profissionais que trabalham o marketing dessas coisas ganham muito bem, mil e uma estratégias para te fazer comprar e querer o negócio.

Mas, depois de um tempo, ainda com as unhas pintadas de Chanel, marca que admiro pela história da criadora e por estar aí, firme e forte, graças ao Csar Karl e sua incrível capacidade de captar a essência de Coco, entendi que ninguém ia saber que era um esmalte Chanel. Só. Mas vi como é incrível o poder das marcas de moda e o império que elas constroem em torno de si. Fiquei pensando em porque compramos esses itens. Coisa doida… E você, já parou para pensar?

Agora posso cantar no time das blogueiras de moda?

Agora posso cantar no time das blogueiras de moda?

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Som de sexta: John Mayer

Quem frequenta este espaço sabe que, ultimamente, ando pensando bastante sobre a vida. É que aconteceu tanta coisa esse ano (e ele ainda nem acabou!) que não tenho como não refletir para tentar colocar as coisas no lugar. Por isso hoje, trago uma música do bonitão John Mayer, Shadow Days.

Moço bonito...

Moço bonito…

É a história de um cara que, depois de muito caminhar, e depois de muito se despedaçar para se construir novamente, acaba descobrindo que é um cara legal, com bom coração, e que “os dias de sombra acabaram”. Então, reflexão feita, ouça a música. Garanto que vai curtir a pegada mais desplugada do garboso rapaz.

Mas, amiga, não perca muito tempo refletindo. Viva a vida que á para ter sobre o que pensar depois!

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