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Falando “não” para a China

Na última semana ocorreu em São Paulo um protesto de várias entidades que representam a indústria da moda brasileira. Intitulado como “Grito de Alerta”, a atitude teve o objetivo de dizer a todos que a moda precisa de ajuda para se manter em pé no Brasil.

Se você não ficou sabendo, o protesto aconteceu em frente á feira que reunia empresários chineses na capital paulista, centro empresarial nacional, que pretendem fazer negócios aqui na terrinha. Relações que incluem comércio de roupas acabadas, calçados e tecidos primários.

Segundo dados do IBGE, desde janeiro o setor já demitiu 55 mil trabalhadores. Além disso, empresas conceituadas no setor têxtil estão fechando, seguidas de perto por confecções. Para você ter uma ideia, vi que um macacão de bebê brasileiro custa 75 reais, enquanto um chinês pode ser adquirido por 55 reais.

Antigamente existia o estigma de que essas roupas eram de péssima qualidade. Mas hoje a informação não procede. Você compra feliz e contente uma roupa chinesa de bom corte e tecido satisfatório. Não digo para você parar de comprar roupas “made in china” porque nem todo mundo pode pagar mais caro pelo luxo de um vestido novo.

Mas acho que cabe ao governo dar mais atenção para o setor. Não adianta só zerar os impostos com a folha de pagamento dos funcionários dessas fábricas, é preciso mais. A China é mesmo um dragão nos negócios, portanto não adianta querer ser bonzinho. Precisamos proteger nossa indústria.

Se nada concreto e relevante for feito, não adianta a iniciativa de preparar eventos de moda, organizar desfiles, formar designers e, seja lá o que for. Tudo vai escoar pelo ralo. Parabéns aos organizadores do protesto por terem se posicionado dentro desse cenário.

Vestidos de chinesas protestando contra a China.

Vestidos de chinesas protestando contra a China.

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As semanas de moda que você não conhece

Quando a gente começa a se embrenhar pelo mundinho fashion, acha que moda, no Brasil, só no sudeste. Para ser mais exata em São Paulo. Mas a banda não toca só essa música, pessoas.

A indústria da moda produz em todos os lugares, para todos os tipos de gostos, bolsos e pessoas.  Afinal, quando a coisa é democrática, a tendência é que renda mais.

Percebendo isso vou falar sobre o mundinho fashion nordestino, onde estive há pouco. Começarei pelo Piauí, considerado o 9º polo de moda do Brasil segundo dados do Sindicato das Indústrias do Vestuário e Calçados do estado.

Como o lugar é extremamente quente, as roupas são voltadas para o verão, que dura o ano todo. Separei essa foto da Semana de Moda realizada em Teresina, capital do estado, em 2010.

Peças da marca Vista Modas (Fonte: Cidade Verde)

Peças da marca Vista Modas (Fonte: Cidade Verde)

Outro evento fashion interessante que acontece por lá, precisamente em Fortaleza, Ceará, é o Dragão Fashion. Adoro esse nome. Bem inusitado para uma semana de moda. Lá temos a presença marcante de novidades e um espaço para reflexões “modísticos”.

Chique e artesanal. (Fonte: reprodução.)

Chique e artesanal. (Fonte: reprodução.)

Por fim, e não menos importante, o nordeste também é produtor do Bahia Moda Design, que, como o nome diz, se localiza em Salvador, Bahia. A iniciativa não mostra apenas desfiles, mas exposições, palestras e eventos voltados para os produtores de moda; profissionais, indústrias e criadores.

Criação de Vitorina Campos. (Fonte: Bahia Fashion Design

Criação de Vitorina Campos. (Fonte: Bahia Fashion Design.)

Diferente das semanas de moda realizadas em São Paulo e Rio de Janeiro, que misturam glamuor com negócios, e se expandem para o mundo, esses eventos têm caráter regional e focam em negócios nacionais.

Depois de tanto escrever, eis minha conclusão: a moda brasileira não se resume ao que se usa na praia. É artesanal e tecnológica, está em muitos lugares. Acho importante saber o que se passa em outras bandas para vermos que existe vida além do São Paulo Fashion Week.

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