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O casaquinho preto: moderno e antigo que agradam

Queridos, vocês sabem que amo a cor preta e admiro as criações da casa Chanel, certo? Pois bem, então quando chega ao Brasil uma exposição que celebra a jaquetinha de tweed negro idealizada por Coco Chanel em 1945, posso eu ficar quieta e não dar minha humilde opinião? Claro que não!

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Falo da exposição The Little Black Jacket, com de fotografias do mil e uma utilidades – “kaiser da moda” nas horas vagas – Karl Lagerfeld, que registrou famosos de diversas partes, em inúmeras poses, usando a célebre ideia de mademoiselle Chanel. A mostra, que se originou de um livro, já passou por diversas cidades importantes no circuito mundial e São Paulo é a penúltima parada.

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É impressionante a capacidade do diretor criativo Karl de reinventar coisas que, se analisarmos friamente, já estão batidas há muito tempo. Quando você pensa que Chanel caiu na mesmice vem ele e PÁ, faz o milagre de transformar água em vinho. E com o caso do casaqueto preto não é diferente; o objetivo aqui é mostrar que, apesar de ter mais de 50 anos, a peça é versátil e ficará ótima com seu vestido de festa, ou seu jeans milimetricamente surrado.

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Claro, se você pagar 10 mil reais por um exemplar, mas essa discussão não cabe agora. O que preciso compartilhar com vocês é meu deslumbramento com a capacidade de reinventar, produzindo desejo e conquistando legiões de fãs que se quer sabem quem foi Gabrielle Chanel que a moda e seus dirigentes tem o poder de organizar. Uma ideia simples, que produz efeito.

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Então, se você estiver de bobeira na terra da garoa, vai lá ver a exposição The Little Black Jacket. Uma aula de história da moda, de marketing, de fotografia. Enfim, de tudo que faz a gente pensar sobre esse lindo monstro que é a moda.

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Evita Perón em exposição

Semana passada fui ao coquetel de lançamento da exposição Evita: figura, mulher e mito, realizada pelo DiamondMall para marcar o lançamento das propostas para a Primavera-Verão 2014 do shopping. Estavam expostos replicas reduzidas das roupas de Evita Perón, além de 100 reproduções em prata e pedras preciosas das joias usadas pela primeira-dama argentina.

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Roupas e joias de Evita.

Admito que não conhecia muito a história dessa personalidade e só entendi sua importância agora, que fui cobrir o evento para o Fashionistando, onde faço matérias sobre moda e tendências. E, gente, a mulher foi a diva das terras abaixo da Linha do Equador na primeira metade do século passado. Dona de uma beleza discreta e elegante, soube muito bem se caracterizar para ocupar o posto que lhe foi dado; primeira-dama de um dos presidentes mais importantes da Argentina, Juan Domingo Perón, idealizador do Peronismo, que ainda produz reflexos da Argentina de hoje.

Elegante sem ser ofensivo.

Elegante sem ser ofensivo.

Além da importância história e tal, o guarda-roupa de Evita Perón também reflete a moda de uma época. Vendo os looks expostos, consegui reparar a presença marcante do New Look, inventado por Dior, a roupa das senhoras de bem da década de 1940 e a presença de joias que, apesar de glamurosas, não eram exageradas ou ofensivas. Eram elegantes. O estilo foi indispensável para ela conseguir transitar, sem choques, entre as camadas mais, e menos, afortunadas da sociedade da época.

Tomara que caia, presença marcante.

Tomara que caia, presença marcante.

Acho interessante conhecer esses personagens da história porque, além de entendermos como se vestiam, podemos perceber as características de uma época refletida em cada look. Uma verdadeira aula de história. Se você ficou curiosa para saber mais, pode ir ao shopping ver a exposição, que tem entrada franca e fica em cartaz até dia 22 de setembro, indo depois para São Paulo. Ou então assistir ao filme “Evita”, que conta a história da personagem. Ah, a estrela do longa é ninguém menos que Madona, viu? Coisa fina mesmo!

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A fabulosa originalidade de Ney Matogrosso

Vocês conhecem o Ney Matogrosso, aquele moço que canta assim: “oh gato preto cruzou a estrada, passou por debaixo da estrada […]”? Pois é, para marcar os mais de 40 anos de carreira do cantor psicodélico, o shopping Market Place, de São Paulo, selecionou 12 figurinos usados por ele em apresentações e shows durante todo esse tempo.

Um detalhe interessante é que manequins com as feições e medidas de Ney foram especialmente confeccionados para a mostra, que pode ser vista gratuitamente até 29 de maio. Achei o nome da exposição muito significativo, chama-se Cápsula do tempo: identidade e ruptura no vestir de Ney Matogrosso. Também podem ser vistos alguns de seus objetos pessoais,

Look de palco mostrado na exposição.

Look de palco mostrado na exposição.

Quando eu era criança, prestava atenção em toda vez que Ney Matogrosso aparecia em algum programa de televisão. Achava ele diferente, de voz aguda e estranha. As roupas, para mim, naquela época, soavam estranhas e espalhafatosas, mas todo esse conjunto artístico prendia meus olhos.

Agora que li a nota dessa exposição no site da revista Elle, fiquei pensando sobre os cantores e seus uniformes. Hoje vivemos a modinha do sertanejo universitário. Esses cantores usam botas, calças muito apertadas, camisas com uma pegada rocker e blusas xadrezes. Já as cantoras de axé se apresentam, em sua maioria, com roupas muito curtas e absurdamente apertadas. Algumas passam óleo para que as roupas entrem no corpo.

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Quando Ney começou, na década de 1970 com o Secos e Molhados, o mais novo grito da moda para os artistas era usar ternos bem cortados ou roupas sociais super comportadas. Os mais ousados vestiam calças apertadas, jaqueta de couro e blusas brancas, no melhor estilo James Dean. Mas nenhum deles aparecia em público vestido de índio, ou como o rei de um mundo alternativo.

Acho que hoje falta uma pitada avantajada de originalidade no mundinho fashion da música. Sei lá, alguém para sacudir tudo, como fazia Ney Matogrosso. Bom, ele ainda abala as estruturas, mas acho que precisa de mais companheiros com o mesmo potencial. Uma vez ouvi dizer que “a moda passa, o estilo fico”. Não preciso dizer mais nada, concordam? Enquanto essa pessoa não se apresenta, deixo vocês com O Vira, música que citei no início do texto.

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