Arquivo da tag: Desfiles

Viagem ao centro do mundo “das modas”

Oi pessoal, como é que vão essa força, heim? Eu de cá estou bem, me arrastando pra dar conta dessa segunda-feira, mas, enfim… Tá tudo certo. Como disse semana passada, dei um pulinho lá no São Paulo Fashion Week e, gente, foi espetacular! Tudo acontece mesmo na hora certa e penso não haver tempo melhor para esse acontecimento. Além do mais, dizem que quem tem amigos nesse mundo tem tudo, né? Acho que é isso mesmo.

Turistando no SPFW!

Turistando no SPFW!

Fui acompanhar o desfile da marca mineira Apartamento 03 que, pela primeira vez, está no line up no São Paulo Fashion Week, apesar de já ser veterana no Minas Trend, evento modístico aqui de BH. Pessoal, confesso que quando coloquei meus pezinhos na sala de desfiles do Parque Candido Portiniari meu coração começou a bater forte e minhas pernas tremeram.

Foi como encontrar um grande amor, de fato… Há muito tempo sonhava em participar dessa festa e já tentei convites de várias formas. Sabe, sou do tipo que cria as oportunidades e não fica esperando apenas acontecer. Até porque, como diz a música “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Quanto ao desfile em si, achei a coisa mais linda. Um coleção pé no chão e conceitual, tudo ao mesmo tempo. Adorei ver a evolução dos looks com um quê de japonismo desfilando na passarela. A cartela de cores era realmente bem invernal: preto, cinza, verde petróleo, algumas pitadas de estampas amarelas…

Lindeza da vida!

Lindeza da vida!

Outro ponto interessante foi o investimento em uma pegada esportiva com interessantes mochilas conceituais. Os recortes das roupas, secos porém fluídos, deram o toque que faltava. Em suma: Luiz Cláudio arrasou na passarela do SPFW e não perdeu sua identidade após se juntar á poderosa Patrícia Bonaldi. Não sei se terei outra oportunidade de conferir de perto os desfiles da semana de moda paulistana. Mas, posso dizer com certeza que esse sonho já foi realizado. Então, podem vir os próximos!

2 Comentários

Arquivado em Evento, Moda

Sobre Copiar e Colar

O post de hoje não é bem um post. É só uma notinha porque vocês precisam pensar sobre o assunto e tirar as conclusões que acharem pertinentes. Hoje é sexta-feira e estou cansada demais para grandes papos. Please, preciso de um relex! Então, continuando, estava eu me deliciando com os absurdos do Facebook quando clico em uma notícia sobre a semana de moda de Paris. Mas, cara, a foto falou mais que toda a matéria. Colocara, de um lado, um look da coleção Primavera-Verão 2015 da Balmain e, do outro lado, um look de Alexander McQueen, desfilado em 1997. Gente, a culpa pode até ser da minha baixa visão mas, para mim, o segundo é exatamente igual ao primeiro. Com tanta informação como é que esse povo ainda tem coragem de dizer que se inspirou no falecido McQueen se os trajes são idênticos??!

Tudo igual.

#chocada #meamarrotaqueeutopassada #nossasenhoradosplágiosrogaipornós

Deixe um comentário

Arquivado em Evento

Uma olhada no desfile de Yohji Yamamoto

Ontem falei aqui sobre os indícios de que a tendência neon pode estar de volta. Aí, zapeando pelo meu amado e idolatrado FFW, descobri que o estilista japonês Yohji Yamamoto fez uma coleção com pitadas generosas desses tons tão, digamos, espirituosos para seu espetáculo durante a Semana de Moda de Paris Primavera/Verão 2014 na última semana.

Muita cor. Mas não no início.

Muita cor. Mas não no início.

Como já estava no clima resolvi tentar comentar o desfile. Não tive acesso ao material de divulgação, onde com certeza estava escrito o conceito da coleção. Também não sei o nome das criações, o que poderia me ajudar na hora de escrever, mas fiquei com a impressão muito forte de que a mulher de Yohji estava destruída. Mas, elegantemente destruída.

A beleza diferente.

A beleza diferente.

A beleza do desfile foi toda assim: psicodélica, acabada e descolada. Aliás, um desfile cheio de oposições esse do japonês, um time de criadores super inspirados. Nos pés, nada de saltos escalafobéticos para desafiar o equilíbrio de modelos e mortais. Vi apenas oxfords, botas que lembravam coturnos e outro sapato que não sei dizer á qual modelo pertence. Nada de acessórios, tudo aflitivamente limpo e sem grandes ostentações.

Os primeiros looks do desfile se apresentaram em alfaiataria. Mas nada daquela coisa certinha, tipo blazer e calça, mas uma alfaiataria moderníssima. Nada de convencional. Os tecidos eram um misto de leveza e estruturação. Talvez uma referência aos contrates que vivemos todos os dias, até mesmo na hora de se montar para um dia de trabalho; ás vezes elegante, outras vezes desleixada.

Vermelhou!

Vermelhou!

As composições iniciais são totalmente pretas, cor favorita do estilista. Mas de repente aparecem cores em todos os lugares e para todos os gostos. Consegui observar verdes, azuis, laranjas, além de pitadas bem comedidas de estampas gráficas, que acabaram por me lembrar flores. A transparência esteve presente em alguns vestidos, juntamente com trabalhos legais nesses mesmo tecidos, tudo com aquela aparência podrinha e elegante da qual falei no início.

Pretinho nada básico.

Pretinho nada básico.

Depois dessa explosão de cores só consegui ver novamente algo que não fosse preto no fim do desfile que, diga-se de passagem, tinha muitos looks. Será que os tecidos podrinhos otimizaram a produção diminuindo os custos e aumentando os exemplares?

Bom, não sei, até porque com certeza esses tecidos não tinham nada de ruins, já que estavam em Paris, a tão aclamada capital da moda. Bem que eles podiam me chamar para ver de perto essa qualidade na próxima semana de moda, não é mesmo? Ainda bem que sonhar – ainda – não paga imposto.

Deixe um comentário

Arquivado em Moda, Uncategorized

A Primavera/Verão 2014 de Oscar de la Renta

Quando vi os primeiros looks do desfile de Oscar de la Renta durante a Semana de Moda Primavera/Verão 2014 de Nova York, fiquei assustada. Onde estavam os vestidos estampados exuberantes dignos de tapete vermelho? Via apenas roupas pretas, com cortes precisos lembrando peças de escritórios. Agora é tendência entre alguns estilistas fazer roupas que vendem, mas não empolgam. Eles se esquecem de que, se a plateia quiser mesmo ver “roupa que vende”, vai até qualquer fast fashin e vasculha as araras. Simples assim, ou será que estou errada? Os desfiles ainda são lugares de espetáculo.

Mas meu espanto não durou muito tempo; logo a simples passarela branca foi o palco para vestidos que transbordavam feminilidade. Como é habitual nas criações de Oscar de la Renta, os espectadores puderam ver muitos jardins para diversos tipos de mulheres.

Branco e azul.

Branco e azul.

Oscar pode fazer jardins diferentes para mulheres diversas, sem parecer exagerado ou inconveniente. Acho que, diferente de outros tantos, esses vestidos não tem a pretensão nítida de despertar desejo, como alguém que desesperadamente pedem atenção. Só passam desfilando, simplesmente lindos.

O espaço para looks totalmente brancos, leves como o verão, não foi negado. Quando vi essas propostas, cheias de rendas e transparências, fluídos, que acompanhavam as modelos, me imaginei andando, sem pressa, pelo calçadão de Ipanema em um lindo e quente por do sol, dentro de um deles.

Talvez meu sentimento seja compartilhado por muitas garotas que veem no branco não apenas uma corta casta. É genial quando um criador consegue transportar uma obra de seu lugar de origem para o lugar do outro. Conseguir que o público tenha essa identificação com as peças é o que provoca o frisson.

Flores em meu jardim.

Flores em meu jardim.

O branco dividiu graciosamente espaço com verdes, corais, azuis, amarelos e o amado preto. Apesar de já povoarem o imaginário fashion, continuam arrebatando corações. Principalmente porque irradiam calor já que, nesse caso, até o azul e o preto conseguem ser quentes. Culpa das modelagens ousadas.

Comprimentos médios e longos estiveram em destaque, andando de mãos dadas com cinturas marcadas e saias amplas lembrando o tão revisitaddo New Look, de Dior. Afinal de contas, não é a quantidade de pano que cobre uma mulher o definidor absoluto de sua capacidade de sensualizar.

Mesmo que eu tenha amado ver esse caldeirão de referências, interessantes e estimulantes, mostrando o conhecimento de Oscar de la Renta, acho que, ás vezes, é bom criar conexões entre referências, mostrando ao público que o estilo “diva de ser’ pode sim colocar o pé no asfalto, ao invés de frequentar apena as cerimónias conceituais e badaladas.

O vestido eu já tenho, falta o noivo.

O vestido eu já tenho, falta o noivo.

Nos últimos looks, foi possível conferir releituras de vestidos de noivas, especialidade do estilista. Destaque para os véus pretos, que deram um ar de mistério ás criações. A simplicidade ficou por conta dos acessórios: sandálias abertas de salto médio e clutchs discretas que agradam sem esforço. Meu olhar parou mais tempo em um dos modelos que fecharam o desfile. Marcante, amplo, com rendas pretas e de tecido verde abacate. Se eu estivesse próxima de me casar, acho que adoraria entrar pela igreja “divando” naquele modelo. Mas, ainda me falta um detalhe: o noivo.

Com tanto glamour, quase não prestei atenção na trilha do espetáculo, que ficou por conta de Here Comes the Sun, dos Beatles. Um som leve, que cumpriu seu papel: ser pano de fundo para que os vestidos fossem personagens principais. Em minha opinião, até agora este desfile foi a melhor surpresa de Nova York, que de tão comercial pode acabar ficando chata.

Deixe um comentário

Arquivado em Moda

O verão pela ótica do Minas Trend

Pessoas, essa edição do Minas Trend foi dedicada ao Verão2013/2014, como todas as outras semanas de moda que aconteceram e que acontecerão por esses dias, porque haja semana de moda, né minha gente? Nunca vi tanto amor por semana de moda… Mas, deixa esse assunto para lá e vamos para a programação normal.

O evento trouxe um desfile de abertura reunindo várias marcas. As roupas refletiram bem o tema Analógicos ou Digitais?, porque vieram com  trabalhos manuais em cima de tecidos modernos. O contrário também é válido: tecidos manuais em trabalhos modernos.

Olá cores!

Olá cores!

Depois do fashion show, os looks ficaram expostos na cenografia, onde foram tiradas as fotos desse textinho, por mim (momento orgulho de mim!). A cartela de cores está bem alegre: azul, verde, laranja, amarelo, vermelho. Mas, amiga, se você quiser pintar seu verão de preto, vai na fé que eu apoio!

O outro lado da roupa...

O outro lado da roupa…

Teve de tudo na passarela: longos, curtos, transparências, saltos, falta de salto, plissados, couro. Mas, como eu disse, era um desfile para várias marcas então cada uma mostrou seu melhor. Os desfiles são os 13 minutos mais caros para uma marca, sabiam? É muito gasto…

De outro ângulo...

De outro ângulo…

Um detalhe chamou minha atenção na beleza do desfile: os cabelos coloridos combinando com a cor da roupa. A pele era básica, deixando todas com cara de descansadas e bem nascidas. Para quem não viu, deixo o link com o vídeo do desfile.

Bjim

Deixe um comentário

Arquivado em Evento, Moda, Negócios