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Desculpas e babados

É gente, eu dei uma sumida. Assumo, sem culpa. Me preocupo com vocês, que gostam do meu trabalho. Principalmente porque eu também adoro conversar e escrever minhas bobagens modísticas aqui. Foram dias um pouco longos e difíceis, mas nada que precise preocupar vocês, os leitores mais legais da net.

Mas, tenho uma explicação bem convincente para o desaparecimento: acontece que eu acabei de começar em um emprego novo, agora sou jornalista de uma TV pública aqui do meu estado. Isso de mudar a vida toda – rotina, horários, prioridades – é cansativo demais da conta. Daí que estou me adaptando.

Tentarei manter alguma regularidade por aqui, incluindo os boletins fashions, meu mais novo bebê. Mas, é como disse, vou tentar. Porém, sei que as coisas vão chegar em seus lugares. Minha vida é como um quarto bagunçado que eu preciso colocar em ordem. Satisfações dadas, vamos logo ao babado do dia?

Gente, essa moda de ostentar look do dia tá chegando ao ápice da loucura, cês não acham? É gente gastando os tubos para comprar as modinhas da estação, outros sujeitos usando todos os cartões de crédito da vida pra comprar a it trend do momento e, por aí vai. Mas, uma coisa boa nesses casos: ao menos esses aí se ferram sozinhas, prejudicando eles mesmos. Mas, agora, o negócio dos looks está chegando ao ponto de prejudicar outras pessoas.

Uma americana, não contente em ficar pobre para comprar suas roupas, resolveu inovar. Ao invés de pagar, ela rouba as roupas que deseja e posta tudo no Instagram, posando de phyna e ryca, “casamiga” tá meu bem? Isso aconteceu nos Estados Unidos – onde todas as bizarrices mundiais acontecem – e a “vítima da moda” já foi presa e o vestido fluorescen de leopardo (eita gosto duvidoso) já foi devolvido, além de outros itens que ela havia furtado.

Já bastante chocada com esta história, acabei de descobrir um caso que aconteceu perto de mim. A amiga de uma colega aqui da TV descobriu que sua roupa tinha sido roubada quando viu a dita cuja exibida em uma foto no Facebook. Irritadíssima, a amiga dessa minha colega foi à casa da ladra e catou tudo de volta. Sem deixar de fazer um barraco básico, claro.

Conclusões possíveis de serem tiradas após estes eventos: 1) essa sociedade que vive das aparências está cada dia mais decadente. Tá na hora de aprendermos  a se importar mais com outras coisas, 2) querer estar bem na fita é legítimo de todos nos, mas as vaidade só não faz mal quando não prejudica ninguém, e “ninguém” quer dizer a gente também, 3) gostar e moda é legal, mas viver para isso e roubar sua roupa não é uma atitude chique.

Por fim, quero dizer: parem a terra que eu quero descer!

Bjim procês e até mais. 😎

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Sobre a palestra de Luiza Bomeny

Ontem foi um dia bem produtivo para mim. Assisti a uma palestra com Luiza Bomeny, representante do Instituto Marangoni, uma escola europeia de moda super conceituada que é o sonho de muita gente. O evento foi produzido em parceria com o blog Chata de Galocha, da mineira nada chata Lú Ferreira.

Muitos foram os temas abordadas durante o evento, fica até difícil escolher um para contar para vocês. O fato é que a especialista Luiza deu um panorama completo sobre o atual mercado de moda. Foi possível perceber o ambiente por diversos ângulos. Além disso, ela aproveitou para falar um pouco sobre a importância de um profissional versátil e bem preparado que é bastante disputado neste mercado monstro onde vivemos atualmente.

Um assunto que me chamou bastante atenção foi a nova definição de luxo. Acontece que, antigamente, achava-se que o luxo era ostentar o poder do dinheiro, comprando coisas icônicas das marcas como, por exemplo, a bolsa 2.55 média da Chanel porque assim todo mundo via seu patamar financeiro. Mas, hoje, isso mudou. Luxo é uma exclusividade inteligente. Agora a tendência é mesclar as coisas; um objeto grifado moderno combinado com outro não tão nobre assim.

Outra coisa que me chamou bastante atenção nas palavras da consultora foi a nova tendência para os blogs de moda. Parece que, depois desta febre escandalosa de looks do dia e esmaltes da semana, a it trend do momento será a inteligência. Reflexões mais profundas sobre o mercado de moda serão a novidade. Mas, essa mudança não desmerece o passado da blogosfera, afinal foi com essas garotas que a moda se popularizou e mudou. Mas, tudo chega à saturação e parece que este é o caminho que estamos trilhando.

Eu adoro palestras, vocês não? A quantidade de conhecimentos que adquirimos ouvindo uma pessoa inteligente por menos de uma hora é surpreendente. É como eu sempre digo: conhecimento nos faz crescer e refletir, sem contar que informação combina muito bem com qualquer peça de roupa. É ou não é?

Esta é Luiza.

Esta é Luiza.

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Boletim Fashion #2

Mais um boletim fashion saindo quentinho do forno! Nesta edição, falo sobre a vida do eBay para o Brasil, já que agora as loucas por compras online vão poder arrematar suas mercadorias em um site totalmente em português. Também comento sobre as campanhas que mostram famosas sem maquiagem; uma boa ideia que poderia ser executada de maneira mais leve. Também comento a relação existente entre moda, arte e objetos de consumo, pedido de uma amiga querida.

Um bjo e espero que gostem!

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Analisando dados

Pode até parecer chato, mas para entender como funcionando esse magnifico mundinho fashion, é importante analisar alguns dados. Então vamos lá: recentemente foi divulgada uma pesquisa do instituto Data Popular dando conta de que, em dez anos, o brasileiro aumentou seus gatos com roupas, sapatos e acessórios em cerca de 60%, o que gera um ganho de 133 bilhões de reais para a indústria da moda.

O estudo ainda aponta que o queridinho das mulheres na hora de arrematar sacolas são os sapatos, que tiveram aumenta de ventas em torno de 57% de 2003 até aqui. As brasileiras têm, em média, 16 pares dentro do armário. Mas, minha gente, conheço garotas, e garotos, que tem muito mais. A maioria dessas compras é feita em shoppings, que se multiplicam ferozmente hoje em dia, só prestar atenção.

O amor pelo shopping.

O amor pelo shopping.

Os especialistas dizem que a causa desse aumento no consumo da população se deve ao crescimento da renda das famílias. Já no caso de nós, mulheres, a maioria compra mais porque agora está no mercado de trabalho então precisa “investir” em sua imagem pessoal para provocar reconhecimento profissional dentro desse mercado.

Depois desse blábláblá, o que aprendemos hoje? Simples: a moda é uma indústria provocadora de desejos e estimuladora de sonhos que movimenta a economia em todos os cantos do mundo. Além disso, quando uma pessoa está de bem com a vida, com o lado profissional estabilizado, por exemplo, mais ela quer se fazer bonita para si própria e para o mundo.

Comprar roupas, por quê comprar?

Comprar roupas, por quê comprar?

E então, ainda pensa que analisar dados não faz parte do mundo da moda?

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Pensando sobre “Os delírios de consumo de Becky Bloom”

Nesse fim de semana acabei revendo a comédia romântica Os Delírios de consumo de Becky Bloom. O filme de 2009 foi inspirado no livro de Sophie Kinsella e conta a história de Rebeca, jornalista consumista que tem por sonho trabalhar em uma prestigiada revista de moda, mas acaba sendo colunista de finanças pessoais em uma revista de economia.

A história é típica do gênero: a mocinha é engraçada, conhece um cara ótimo, tem uma grande decepção com esse homem e, só nos últimos momentos, consegue o final feliz com o amor da sua vida. Até aqui, tudo normal. O que me chama atenção nessa trama é a relação que Rebeca tem com a moda e com os produtos dessa indústria. Repare no trailer:

A personagem é compulsiva. Tem dívidas em todos os cantos e, para tentar se controlar, esconde um cartão de crédito dentro do congelador. Rebeca inventa inúmeras desculpas para fugir dos credores. Por conta de suas compras desenfreadas perde o emprego, a melhor amiga e o namorado. No filme tudo é tratado com muita leveza e humor.

Mas, leitores, será que vocês nunca viram alguém dizer que compra mais quando está triste? Ou, quem sabe, escutou alguém falar que precisa comprar para se sentir importante e atualizado com as tendências? Essas afirmações são comuns, basta que pensemos um pouco para nos lembrar delas na boca de um conhecido. A coisa hoje é tão séria que existem grupos de ajuda para compradores compulsivos.

Falta taxi para tantas compras. (Fonte: reprodução.)

Falta taxi para tantas compras. (Fonte: reprodução.)

A moda vive de novidades. Hoje temos tendências duas vezes ao ano. Antigamente, para uma novidade existir eram necessárias décadas. Vivemos em uma sociedade de aparências e, se bobearmos, deixamos que isso tome conta de nossas vidas. E não pode; a moda deve trabalhar por nós, não devemos trabalhar pela moda.

O gosto pelo fashion serve para nos deixar felizes. Acho legal ter apego por peças favoritas, que contam histórias. Nada de zilhões de roupas com etiqueta, que não dizem nada sobre quem somos. Voltando ao filme, penso que Rebeca aprendeu que comprar roupas não trás felicidade. A felicidade vem dos momentos felizes que passamos com algumas poucas roupas especiais.

E, no fim, ela acha o amor... (Fonte: reprodução.)

E, no fim, ela acha o amor… (Fonte: reprodução.)

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