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Parabéns para Chanel

Gennnnnnte, a Coco Chanel fez aniversário nessa semana e eu, aqui, caladinha? Não posso, afinal, isso é um absurdo! Mademoiselle fez bodas de 131 anos na terça-feira, dia 19 de agosto, e não pintei por aqui para comentar antes porque estou vivendo os loucos embalos do jornalismo de TV, por isso a ausência. Comecei em um emprego novo, se você está aqui há um tempinho grande já sabe. Tenha paciência comigo, please! Mas, não tem como pensar o mundinho fashion sem pensar o legado dessa mulher que é, tipo, ídolo da vida.

Li algumas matérias que listavam a importância de Coco Chanel para o universo da moda, do ponto de vista criativo e empresarial. Nas diversas listas sempre estavam as pérolas, que aparecem em quase todas as fotos da criadora. Também o tweed, material não muito nobre que foi finamente trabalhado por Coco. Outra cosia que é importante falar é a revolução na perfumaria alavancada pelo Chanel nº5, a primeira fragrância que incorporou em sua fórmula o aldeído, ativo que faz a fragrância “grudar” na pele. Depois desse lançamento, nada mais foi o mesmo no universo dos cheirinhos agradáveis.

Tem também a icônica bolsa 2.55 com matelassê e correntes douradas – o primeiro item que vou comprar quando ficar ryca e phyna! -, disponível em vários tamanhos e ótima para quase todas as garotas. O estilo navy, que se traduz pelas famosas blusas listradinhas combinadas com calças sequinhas. Destaque também para o corte Chanel. Quer coisa mais chique que entrar para a história com um corte batizado com seu nome? Acho fino demais da conta.

Ok, tudo isso que eu disse é realmente importante por serem coisas que antes não tinham sido pensadas por ninguém no mundo. Nesses pontos, Chanel foi mesmo empreendedora e tudo mais e merece uma salva de palmas. Contudo, porém, todavia, na minha opinião, Coco Chanel hoje é essa coca-cola toda porque deu liberdade para mulher de se vestir de uma maneira mais limpa e prática. Como eu falei no começo do post, ela comemorou essa semana 131 anos. Portanto, quando nasceu, no final do século XIX, as mulheres não trabalhavam, então podiam usar roupas com vários brocados, de comprimento longo e salpicadas por rendas delicadíssimas.

Como vocês podem notar, essas roupas não são nada práticas para o mundo do trabalho e, depois da Primeira Guerra Mundial, cujo início foi no comecinho do século passado, foi esse o lugar que as mulheres começaram a ocupar no mundo, já que os homens da Europa estavam muito ocupados matando uns aos outros e tudo mais. Ta aí a grande sacada de Chanel: dar ao mercado o quê ele precisava naquele momento: roupas práticas, elegantes, que não deixavam a mulher desarrumada mais promoviam maior mobilidade para os diversos compromissos do dia. Essa revolução é tão séria que refletiu também uma mudança de comportamento das meninas, que começaram a ser mais independentes produzindo suas próprias opiniões.

Algumas pessoas menos informadas acham que não, mas muita coisa que acontece no mundo da moda reflete diretamente na sociedade e vice e versa. Muita ciosa que se cria nos ateliês de costura são para responder aos anseios das pessoas que apresentam novos hábitos e posturas. Nós somos reflexo direto das coisas que escolhemos vestir porque nossa casaca externa nossos pensamentos, sentimentos e convicções e Chanel captou rapidinho essa potencialidade do mundinho fashion, por isso seu legado continua fresco na cabeça dos mais atentos. Então, depois de tanto blábláblá, só me resta parabenizar Mademoiselle Coco Chanel por sue talento nato e sua esperteza ímpar!

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Gisele e o Chanel nº5

Nossa top-ultra-mega-über-model Gisele Bündchen fechou contrato para fazer a próxima campanha do Chanel nº5, aquele perfume icónico que a Chanel lançou lá em 1921, virando febre entre os soldados na Segunda Guerra Mundial, ganhando destaque na história por trazer várias inovações em sua fórmula e em seu design.

Segundo a maison, Gisele foi escolhida por sua “beleza natural e moderna”. Cês conseguem ver a profundidade dessa fala? Vou explicar então: esse perfume tem quase cem anos e foi concebido em uma época onde o conceito de cheiro bom e cheiro ruim era bem diferente da opinião que temos hoje.

Apresento o Chanel Nº5 (Fonte: reprodução.)

Apresento o Chanel Nº5 (Fonte: reprodução.)

É por isso que já ouvi alguns privilegiados que experimentaram esse perfume dizerem que ele tem um “cheirinho de coisa velha”. Mas, ainda assim, é um dos mais vendidos do mundo por sua história e prestígio. Marilyn  Monroe, aquela atriz loira que ficou famosa por vestir um vestido branco esvoaçante em “O Pecado Mora ao Lado”, dizia que dormia usando apenas “algumas gatos de Chanel nº5”.

Portanto, a Chanel sempre precisa renovar o desejo das pessoas pelo perfume tornando a fragrância sempre atual. Como eles não podem mexer na fórmula, arranjam outras estratégias e, talvez a mais eficaz seja aliar o perfume ao nome de personalidades atuais e que vendem qualquer coisa. Já foram os rostos do nº5 Catherine Deneuve, Brad Pitt e a própria Marilyn Monroe.

Análise feita, vamos aplaudir, afinal de contas, nossa Gisele vai arrasar com o vidrinho de perfume na mão. A campanha deve sair no fim desse ano.

A top mais top de todas!

A top mais top de todas!

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O retorno em doses homeopáticas

Olá pessoal, como estão? Pois é, dei uma sumida necessária, como puderam ver nesse post. Foi necessário, em breve trarei boas notícias.

Enquanto isso, escrevi uma análise sobre o desfile/supermercado da Chanel. Enquanto o retorno do Não É Sobre Moda não acontece, vou trazer textos e análises sem muita regularidade ou pretensão, para não perdermos o contato, ok?

Um beijo da ruiva de farmácia e até breve!

 

Paris Fashion Week: Chanel apresenta sua coleção em um verdadeiro supermercado de estilos

 

Para este artigo, juro solenemente que tentei fugir da expressão “supermercado de estilos”, usada por diversos jornalistas do mundinho fashion para definir o desfile da Chanel durante a Paris Fashion Week, temporada de Inverno 2015. Mas, pensando bem, não tenho como escapar do clichê. Não vejo forma melhor de introduzir o fashion show de Karl Lagerfeld que a expressão criada pelo historiador Ted Polhemus na década de 1990.

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Mas, devo, ao menos, me dar ao trabalho de tentar explicar, ainda que de maneira sucinta, a ideia central do “Supermercado de Estilos”, teoria de Polhemus; para o pesquisador, em 1990 vivíamos uma síntese de todos os estilos que já caminharam sobre a terra. Em palavras do próprio historiador, no quesito vestuário era “como se todos os períodos existentes aparecessem como latas de sopa numa gôndola de supermercado”, para nosso livre prazer de consumo e democrática escolha fashion.

Não sei se Karl Lagerfeld, o diretor criativo da marca francesa que já conta quase um século de existência no mercado de luxo da moda, se inspirou nessa teoria quando montou sua coleção para o Inverno de 2015. Digo apenas que o veterano da moda foi ousado o suficiente para levar suas modelos e criações até uma passarela transformada em centro de compras, semelhante ao supermercado que fica perto de sua casa, onde você compra pães e verduras todos os dias após o trabalho.

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Por falar em compras após o expediente, esse hábito dos parisienses foi inspirador durante o processo criativo da Chanel; a ideia é convencer os espectadores e fashionistas de que é possível levar essa sofisticação para a vida cotidiana das mulheres. Entre os corredores, o público conseguiu ver casacos oversized, brilhos, calças de lurex, estampas e texturas alegres e inesperadas, modelagens que misturavam as décadas de 1980, 1990 e 2000. Muito tweed, – até nos óculos escuros! – e tênis deslumbrantes. Um verdadeiro street style de luxo, bandeira já levantada pela marca esse ano durante a Semana de Alta Costura, que abre em Paris o calendário global da moda.

Apesar de tantas jogadas super interessantes de marketing e de um senso aguçado de realidade e panoramas sociais, alguns ícones da marca estiveram presentes no supermercado, digo, na passarela. O observador atento conseguiu identificar, além do tweed, referências aos conjuntos de Coco Chanel, que já citei neste artigo. Também ficou perceptível as pitadas de cortes retos, botões de camélias, pérolas brancas e cestas de compras grudadas às alças em formato de correntes douradas intrelaçadas com fios de couro, uma alusão precisa à famosa bolsa 2.55, sempre clássica e moderna.

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Chanel é uma marca que sabe se apropriar dos novos signos da contemporaneidade, como a moda de rua e a esportividade, para construir identidades diferentes e frescas, arrebanhando seguidoras em faixas etárias jovens, renovando sempre sua cartela de clientes para nunca envelhecer. Parar de impor seu estilo, se adequando às vontades do século XXI, talvez seja o segredo de sucesso da grife francesa. Além do mais, Karl Lagerfeld é, realmente, um patrimônio imaterial do mundinho fashion; uma esponja constante e ininterrupta de referências. A fórmula do sucesso não tem como ser mais perfeita.

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O casaquinho preto: moderno e antigo que agradam

Queridos, vocês sabem que amo a cor preta e admiro as criações da casa Chanel, certo? Pois bem, então quando chega ao Brasil uma exposição que celebra a jaquetinha de tweed negro idealizada por Coco Chanel em 1945, posso eu ficar quieta e não dar minha humilde opinião? Claro que não!

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Falo da exposição The Little Black Jacket, com de fotografias do mil e uma utilidades – “kaiser da moda” nas horas vagas – Karl Lagerfeld, que registrou famosos de diversas partes, em inúmeras poses, usando a célebre ideia de mademoiselle Chanel. A mostra, que se originou de um livro, já passou por diversas cidades importantes no circuito mundial e São Paulo é a penúltima parada.

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É impressionante a capacidade do diretor criativo Karl de reinventar coisas que, se analisarmos friamente, já estão batidas há muito tempo. Quando você pensa que Chanel caiu na mesmice vem ele e PÁ, faz o milagre de transformar água em vinho. E com o caso do casaqueto preto não é diferente; o objetivo aqui é mostrar que, apesar de ter mais de 50 anos, a peça é versátil e ficará ótima com seu vestido de festa, ou seu jeans milimetricamente surrado.

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Claro, se você pagar 10 mil reais por um exemplar, mas essa discussão não cabe agora. O que preciso compartilhar com vocês é meu deslumbramento com a capacidade de reinventar, produzindo desejo e conquistando legiões de fãs que se quer sabem quem foi Gabrielle Chanel que a moda e seus dirigentes tem o poder de organizar. Uma ideia simples, que produz efeito.

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Então, se você estiver de bobeira na terra da garoa, vai lá ver a exposição The Little Black Jacket. Uma aula de história da moda, de marketing, de fotografia. Enfim, de tudo que faz a gente pensar sobre esse lindo monstro que é a moda.

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O dia em que usei Chanel

É gente, hoje o título está bombástico, quase profético, porque é essa a sensação que tive quando usei, pela primeira vez, espero do fundo do coração que não seja a única – um esmalte Chanel. Gente, não quero ser rica e comprar todos os produtos Chanel. Quero é ser jornalista de moda e receber esses mimos dessas marcas, por ser uma profissional influente. Mas, voltando, se trata da cor Dragon, um vermelho de personalidade, porém um pouco mais fechado que a cor de sangue, por exemplo. Isso aconteceu porque uma amiga resolveu instituir a categoria do “luxo emprestado” que significa, literalmente, emprestar algo luxuoso para uma amiga que estava necessitando de Chanel, eu.

Olha ele aí, o líquido mágico.

Olha ele aí, o líquido mágico.

Quando vi minhas unhas pintadas com o líquido mágico, fiquei me sentindo a última bolacha do pacote, a única coca-cola do deserto, a carta premiada do baralho, essas coisas… Impressionante como usar marca, seja o produto que for, deixa nos meros mortais uma sensação gostosa de poder, de pertencimento. É por isso que os profissionais que trabalham o marketing dessas coisas ganham muito bem, mil e uma estratégias para te fazer comprar e querer o negócio.

Mas, depois de um tempo, ainda com as unhas pintadas de Chanel, marca que admiro pela história da criadora e por estar aí, firme e forte, graças ao Csar Karl e sua incrível capacidade de captar a essência de Coco, entendi que ninguém ia saber que era um esmalte Chanel. Só. Mas vi como é incrível o poder das marcas de moda e o império que elas constroem em torno de si. Fiquei pensando em porque compramos esses itens. Coisa doida… E você, já parou para pensar?

Agora posso cantar no time das blogueiras de moda?

Agora posso cantar no time das blogueiras de moda?

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Inspiração: ear cuff

Hoje vamos nos inspirar olhando várias ideias de como usar o acessório do momento: as ear cufffs. Esses brincos modernos começaram a despertar desejo quando foram exibidos no desfile de verão da Chanel, em 2012. Desde então, dez entre dez fashionistas querem os brincos.

Começo trazendo uma ideia para as meninas mais ousadas, que curtem aparecer mesmo. Aqui um ear cuff dourado, grande, em forma de dragão. Note que, apesar de a imagem estar cortada, é possível quer que nossa menina está de cabelo preso, para ressaltar ainda mais a importância do acessório.

Dragão!

Dragão!

 

Agora uma moça que apostou na ear cuff incrustrada de pérolas grandes. Menor que o primeiro modelo visto, a brinco é clássico e, por ser grande, não vem acompanhado de nenhum outro, apesar de essa moça ter espaço para mais alguns. O cabelo está solto, acho mais legal quando está preso.

Pérolas + ear cuff = charme!

Pérolas + ear cuff = charme!

Essa menina ousada aposto em um ear cuff de correntes longas, mas não deixou de usar outro brinco acompanhando. Engraçado que, apesar de achar mais legal usar apenas a ear na orelha, nesse caso os dois brincos ficaram harmoniosos. Acabou que ficou chique e moderno. Curti bastante.

Moça modernete!

Moça modernete!

Queridinho entre as famosas nos tapetes vermelhos, esse acessório consegue ser chique e despojado, tudo depende de como se usa. Em minha opinião, fica mais interessante se for colocada com o cabelo preso, ou meio preso. Mas, se você gosta do cabelo solto, use. Faça da moda sua aliada, não uma ditadora de regras!

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Inspiração: sapatilhas

Quem ama se sentir bem, como eu, sabe o valor de uma boa sapatilha nos dias corridos e agitados que vivemos. Para começar a semana confortavelmente, hoje vou falar dessas queridas que deixam nosso visual arrumadinho, sem nunca perder o glamuor.

Ah, então você não acha que sapatilhas são peças fundamentais no guarda-roupa feminino? Mademoiselle Chanel pensa diferente, por isso lançou um modelo só seu. Depois a mãe de uma bailarina francesa um dia percebeu que o mundo precisava de mais sapatilhas, então criou a Repetto, marca especialista em fabricar o delicado sapatinho.

As famosas sapatilhas Coco Chanel.

As famosas sapatilhas Coco Chanel.

No primeiro look vemos uma produção que consegue ser clássica e moderna, tudo ao mesmo tempo. Adorei os óculos da garota e o detalhe do lenço na camisa. Mas a sapatilha, apesar de ser linda, tem a cor muito parecida com o tom da bolsa. Vocês curtem combinar bolsa com sapato?

Bolsa e sapato, tudo combinadinho. Gosta?

Bolsa e sapato, tudo combinadinho. Gosta?

Agora a sapatilha em um visual discreto e arrumado. Perfeito para as meninas irem trabalhar e depois encontrar os amigos. Tudo combinado com vestidinho verde militar e uma charmosa bolsa caramelo. O verde da sapatilha, apesar de mais claro, conversa muito bem com a produção. E os óculos estilo gatinho dão uma bossa especial. Acho chique.

Verde que te quero verde!

Verde que te quero verde!

Para as meninas elegantes que não dispensam o pretinho básico, aqui a composição perfeita. Look ótimo para aqueles dias que você vai fazer muitas coisas na rua e quer parecer naturalmente elegante. Por ser confortável, a sapatilha te permite andar sem medo de ser feliz. Interessante como ela vai à qualquer lugar.

Elegante. E ponto.

Elegante. E ponto.

Ainda não acredita no poder das sapatilhas? OK Vou deixar que minha amiga Audrey Hepburn (áh tá!…) te mostre esse poder. Em uma época em que o elegante era usar saltos finos e altos, ela foi lá e usou sapatilhas.

A poderosa!

A poderosa!

Vai uma sapatilha aí, moça?

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