O mercado antropofágico da moda

Já vi muitas coisas “pseudo” na minha vida: temos pseudo-namorados, peseudo-intelectuais, pseudo-pais, pseudo-artistas… Mas, confesso ser a primeira vez que dou de cara com algo pseudo-ético. Se você não está sabendo, recentemente a gigante do fast-fashion Zara lançou uma coleção de verão fabricada com algodão orgânico para 2016. Toda em estilo nave, as peças foram confeccionadas com algodão ecologicamente correto por mãos que trabalhavam de forma análoga á escravidão em Bangladesh.

É leitor, é exatamente isso que você leu. Além de ter que pagar R$79,90 (Sim!) em uma blusa basiquinha de algodão, você também adquire uma peça costurada por alguém que trabalha 14 horas por dia ganhando uma mixaria e correndo todos os riscos de saúde que se possa imaginar. Isso, em uma descrição superficial do que são as condições de trabalho nessas confecções obscuras da Ásia. Se quiser saber mais sobre trabalho escravo e moda é só dar um Google…

O negócio é que não podemos considerar justo um produto fabricado com algodão orgânico cuja forma de produção seja o trabalho escravo. Não existe ética pela metade da mesma forma que não existe mulher grávida pela metade. Isso é quase uma piada pronta, uma forma de a indústria da moda, antropofágica como só ela consegue ser, comer a demanda social por produtos sustentáveis e cuspir no mercado produtos ditos como éticos para suprir essa demanda e lucra muito em cima das tais demandas.

Ao menos a H&M pegou melhor o “espírito da coisa”. A loja inventou um projeto bacana com o objetivo de cobrir essa tendência ecologicamente correta que aflora no universo fashion anunciando a primeira Fashion Recycling Week. Uma das iniciativas do movimento é montar vitrines inspiradas em cidades do Reino Unido com roupas doadas, ou que não são aproveitadas pela própria loja. Desse modo, eles incentivam o consumo consciente, provocam reflexão sobre como vemos a roupas hoje e, de quebra, dão uma vida maior para essas peças que ficam obsoletas quando o mais novo grito da moda chega.

OK, as roupas da H&M não usam algodão orgânico, também são produzidas com trabalho escravo para conseguirem chegar rápidas e baratas ao consumidor final, mas eu acredito que sua iniciativa é mais verdadeira que a encabeçada pela Zara que, na minha opinião, nada mais deu que um tiro de marketing para se promover e pagar de “boa moça”. Mas, o tal tiro saiu pela culatra já que o consumidor não é otário.

E o que aprendemos analisando esse caso? Que a indústria da moda e os grandes varejistas são dois bons oportunistas. Eles pegam o espírito do tempo, entendem o que esse espírito quer, traduzem para produtos vendáveis e disparam no mercado para lucrar. A diferença está em como esse oportunismo, que é um dos mecanismos de sobrevivência da indústria, acontece. Vocês acham mais válida e iniciativa da Zara ou preferem a iniciativa da H&M? Eu, como conseguem ler neste texto, já tenho minha favorita…

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Imitação

Por esses dias ando lendo um livro de moda que está fundindo minha cuca demais da conta. A publicação se chama Moda e Psicanálise, cujo autor é Pascale Navarri. Entre diversas questões tratadas de modo analítico e prático, o livro fala sobre imitação no mundo da moda.

Daí você diz: “a, mas eu já sei que eles imitam bastante no universo fashion, que as marcas copiam umas as outras, que hoje em dia original é raridade, você não precisa me explicar”. Não pequeno gafanhoto, não é desse tipo de imitação que me refiro.

Quero comentar sobre a imitação entre indivíduos. Por exemplo: quando você era criança e achava sua mãe o ser mais elegante e maravilhoso do universo, queria vestir as roupas dela, calçar os sapatos dela, repetir seus gestos… Você agia assim porque admirava aquela pessoa.

Daí, na adolescência, você virou um “rebelde sem causa” e decidiu que imitar sua mãe não era mais um bom negócio. Agora, a onda era querer ser como seu artista favorito, ou como a menina mais popular da escola. Você tentava reproduzir as roupas pretas e os piercings dos roqueiros, por exemplo.

Chegando na idade adulta você entendeu que era viagem querer ser como os populares da escola ou das paradas de sucesso. Começou a querer ser como seus colegas de trabalho ou como seu chefe. Mudou o guarda-roupa do dia a dia e enfiou nele roupas que estão de acordo com sua profissão.

Por que fazemos isso? Simples. Agimos dessa forma para: nos afirmar perante à sociedade, pertencer ao círculo social ao qual estamos inseridos, ou tentando nos inserir desesperadamente, agradar os dominantes presentes mo grupo do qual já fazemos parte para afirmar nossa capacidade de pertencer, etc.

E, como a moda é um veículo de comunicação poderoso, entendemos intuitivamente que se nos travestirmos como os personagens que admiramos ou cobiçamos, esse processo de pertencimento será mais fácil, apresentando resultados interessantes de forma rápida já que, com as roupas certas, imitando as pessoas certas, representaremos quem queremos ser.

O problema de apenas imitar, não colocando pitadas mínimas de personalidade ás escolhas feitas, é que podemos acabar perdendo nossa personalidade virando apenas replicadores de tendências oriundas dos maus variados universos. A pessoa se perde em um buraco de minhoca a parte legal da moda que é proporcionar auto-estima e unicidade.

De certo modo, estamos sendo programados para isso de uma forma que não somos capazes de perceber exceto se pararmos um pouco a correria para prestar atenção nos sinais. Esse mundo de fast fashion, onde 500 mil calças jeans exatamente iguais são lançadas ao mercado semanalmente, trabalha para a imitação pela imitação.

As macro tendências, os “must have”, as listas dos “dez mais” publicadas pela mídia também não ajuda na hora de se libertar desse ciclo vicioso. Elas apenas colaboram para a ideia de que, se não andarmos como as pessoas mais bem sucedidas que conhecemos, não seremos bem sucedidos como elas.

Então, você leu este texto esperando que eu dê a solução para o problema? Pegadinha! Ainda não sei qual solução adotar, inclusive para mim, que, em maior ou menor grau, também já imitei e imito outras pessoas. O que posso aconselhar é que, entre uma troca de roupa e outra, você mantenha seu pensamento crítico em dia.

Ás vezes a moda é tão perversa que te insere em um sistema sem te perguntar se você quer entrar na brincadeira, ou não. Por tanto, fique atento e tente conservar a porção de você que ama usar calça jeans branca com rasteirinha simplesmente porque você se sente bem, não dando a mínia para o que seus ídolos vão dizer.

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Marc Jacobs

Este post não é importante. Não mesmo. Na verdade, é preguiço pra caramba.

Enfim, é só pra apresentar pra vocês a campanha babado para o Outono/Inverno 2016 do estilista americano Marc Jacobs.

Detalhe: uma das estrelas da campanha repleta de famosos é Winona Ryder, atriz que, já algum tempo foi acusada de pegar emprestado sem avisar à ninguém (roubar) peças desse mesmo estilista.

Enfim, deleitem-se!

Winona Ryder para Marc Jacobs

Jamie Bochert para Marc Jacobs

Sofia Coppola para Marc Jacobs

Christy Turlington para Marc Jacobs

Kim Gordon e a filha para Marc Jacobs

Cher para Marc Jacobs

Willow Smith para Marc Jacobs

Anthony Kiedis, da banda Red Hot Chili Pepper, e o filho para Marc Jacobs

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Masculino/Feminino

Vocês já ouviram falar sobre Teoria de Gênero? Do ponto de vista pedagógico e educacional, e a grosso modo, Teoria de Gênero significa educar as crianças igualmente, não levando em consideração diferenças entre meninos e meninas porque, segundo os adeptos, os gêneros simplesmente não existem até que a pessoa tenha maturidade suficiente para escolher se quer ser vista como “homem” ou “mulher” perante a sociedade. Em termos práticos, as pessoas que apóiam essa ideia não separam as crianças, tanto que nas escolas onde ela é adotada, não existem banheiros femininos ou masculinos, são únicos para os dois públicos. Então você, caro companheiro que lê este texto no conforto do seu lar, já está pensando: mas Mari, tudo bem que o blog “não é sobre moda”, mas falar de pedagogia já é viagem de mais, você não acha?

Não, não acho. Principalmente porque o conceito de feminino/masculino está chegando ao mundinho fashion com estardalhaço. Na verdade, a ideia de que mulheres podem usar coisas de homens e homens podem usar coisas de mulheres não é nova. Ou vocês já se esqueceram dos sapatos Oxford, aqueles usados nos colégios masculinos britânicos que, depois de ganharem cor e textura, hoje calçam os pés de muitas garotinhas por aí. Outro exemplo são as calças jeans skinny coloridas para homem, peça que eu particularmente acho horrenda, mas muitos moços modernos não abrem mão. Já que estamos em uma pais livre, deixe que usem!

A novidade é que agora a moda descobriu as roupas que servem, tanto para homens quanto para mulheres. Apostando que são tendência, resolveram colocar na passarela. O que hoje é chamado de “agenere”, sem gênero em inglês, na época da minha mãe carregava o singelo nome de “unissex”, para ambos os sexos. Coleções estão sendo pensadas para cobrir os corpos femininos e masculinos. Na última semana de Moda Masculina de Milão, nomes como Prada, Gucci e Ermenegildo Zegna já compraram a tendência, colocando na passarela homens e mulheres vestindo as apostas.

No Brasil, ainda não vi algo parecido mas, se o povo de fora já fez, é bem capaz que marcas moderninhas comprem a ideia sem pestanejar, já que o povo da moda brasileira adora o que vem de fora… Ainda não sei bem onde nasce essa vontade de fazer roupas para ambos os sexos, mas acho que a trend veio para ficar por um tempo. Tenho apenas algumas suspeitas: será que esse fenômeno não tem a ver com o desejo latente de igualdade de gêneros? Será que não tem um pouquinho a ver com as questões sexistas e feministas? Não afirmo nada, só levanto hipóteses para podermos pensar juntos.

Por fim, até que a tendência pode ser econômica. Parem e pensem comigo: imagina um casal que mora junto, eles poderão comprar agora uma calça ou uma blusa que pode ser usada pelos dois, economizando um dinheirinho. Mas, brincadeiras á parte, a trend “agenere” é interessante para percebermos como a moda acompanha as questões sociais. Se é de propósito, ou não, já é assunto para outro dia.

Gucci Milão 2015

Prada Milão 2015

Ermenegildo Zegna Milão 2015

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Marcha das vadias: eu fui!

Galerinha do bem, como vocês estão indo por aí? Eu vou bem por aqui. Seguinte, nesse sábado, 20 de junho, aconteceu a 5º Marcha das Vadias em BH e eu, que adoro um babado bom, estava lá. Se você não sabe, essa manifestação acontece em diversas cidades do mundo, mas se originou em Toronto, Canadá, onde uma garota foi estuprada na faculdade e ouviu de seus amigos que culpa era dela- façamos um minuto de silêncio pela babaquice humana. Basicamente, o movimento defende os direitos das mulheres.

Então que eu fiquei pensando sobre a relação da moda e o julgamento social que o uso de algumas roupas produz instantaneamente. Tipo quando você vê uma moça de shortinho em uma noite fria e logo diz, “ah, mas periguete não sente frio”. Ou então, quando você vê uma mocinha que não liga muito para grandes produções e logo profetiza, “é por isso que não arruma namorado, é desleixada, anda igual um homem”. A roupa comunica, sim, mas essa comunicação, em muitos casos, é rasa e falsa.

Quando disse á algumas pessoas que ia na “Marcha das Vadias”, ouvi que aquele não era lugar pra mim, menina de família (oi???); que eu não deveria me misturar com essas mulheres que andam na rua de roupa íntima ou fazendo top less mesmo. Sim, algumas estavam presentes na marcha vestidas – ou sem roupa – assim também porque usam seus corpos como forma de protesto. Acho digno, mas confesso não ter muita coragem. Além do mais, ás vezes, para se fazer ouvir e refletir, é preciso causar o desconforto no outro, para que o pensamento reflexivo apareça.

Mas a grande, imensa maioria, das garotas que estavam lá se vestia como eu e você: usando vestidos, calças jeans, shorts, blusas de frio, faixas na cabeça e bijouterias descoladas. A única diferença é que essas carregavam cartazes com frases de protesto, coisa que não fazem no metrô, por exemplo. A maioria das garotas que estava na marcha das vadias não se vestia como define o conceito social de vadia. Eu não me vestia conforme as regras impostas pela sociedade que ditam se uma mulher é vadia, ou não. Eu me vestia como uma mulher, que quer ser respeitada.

Dizer que a moda comunica é uma coisa. Realmente ela pode passar informações preciosas sobre o estilo de uma pessoa, mas não é soberana nisso. Agora, dizer que uma mulher vestindo mini saia e mini blusa é puta, é desrespeito. Se ela escolheu essa roupa, teve seus motivos, ou talvez não teve motivo algum. Cada um se veste como bem entende e não é sua culpa se em seu caminho aparece um babaca, ou uma babaca, pra apontar qualquer coisa. Você precisa estar bem com o que escolhe e pronto. Na verdade, precisamos estar bem com as nossas escolhas, em todos os aspectos da vida. E viva a Marcha das Vadias: porque meu útero é laico!

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Sobre ternos divertidos e ideias antigas

Sabe uma coisa mega interessante que ando observando nesses tempos fashion modernéticos? A liberdade. E ela está aí para todo mundo: preto, branco, baixo, gordo, mulher e homem. Suspeito que as mocinhas feministas vão me odiar após ler esta afirmação mas, GUARDANDO AS DEVIDAS PROPORÇÕES, preciso dizer que os homens não costuam ter muita liberdade na hora de se vestir.

Mas, no passado, era pior. Antigamente, no começo do século vinte pra cá, anos 2000 o traje dos rapazes se resumia a pouca, ou nenhuma, estampa, calça de alfaiataria ou, no máximo, um jenas despojado, camisas de manga longa ou curta, sociais ou comportadas, bermudas para os dias extremamente quentes , ternos pretos para reuniões, smokings para festas refinadas e fim da história. Já nós, mulheres, podemos sair por aí com a roupa que queremos, inclusive as deles, sem dar maiores satisfações nem provocar grandes choques sociais. Se você, mocinha, quiser vestir uma melancia na cabeça o máximo que vai acontecer é te acharem louca. Ainda existem uns tapados que veem mulher de roupa curta e já saem apontando. Mas, thanks God, isso já tá mudando.

Claro, minha gente, que essa nossa liberdade fashion é uma conquista, mas essa pauta ficará pra outro momento. Os homens, quando resolvem inovar demais no closet, tem questionada sua sanidade, orietanção sexual, estilo pessoal, situação financeira, o bom gosto da companheira, o caráter e várias outras coisas que não nos atingem mais tanto assim. Basta usarem algo mais extravagente pra todo mundo ficar passado com a visão. Porém, repito: essa nossa liberdade só vem depois de muita luta. Ok, voltando ao texto, fiquei pensando nesse tema e resolvi compartilhar com vocês porque hoje vi umas fotos de uns looks do Ton Ford para a semana de moda de Londres, verão 2016, e achei babado as ideias.

Tom Ford – Londres – 2016

Tom Ford – Londres – 2016

Mas, seja sincero com você mesmo porque mentir pra si mesmo é a piror mentira: o que você pensaria se visse rapidamente um rapaz esses looks das fotos? Eu me chocaria, depois acharia um luxo! A gente sempre acha que a grama do vizinho é mais verde. Que a vida dos homens é mais fácil em todos os aspectos e blá blá blá mas, pessoal, arrisco-me a dizer que na moda somos muito mais livres que eles. Podemos usar o que quisermos e o mundo tem que respeitar isso e ponto final. Já eles, bem, ainda não conseguem se locomover tão levemente no mundinho fashion. Esse pensamento me traz outro a cabeça: será mesmo que todas as questões comtenporâneas tem apenas um lado? Vamos observar e aguardar as cenas dos próximos capítulos.

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Tem muita roupa no mundo

Pessoal, como estão? Eu vou bem, sempre bem… Seguinte, vamos começar a conversa sem rodeios hoje: cês já viram aquele filme Wall-E? Caso não tenha idéia do que estou falando, aqui o link para o trailler. A animação conta a história de Wall-E, robozinho responsável por catar o lixo na Terra em uma época em que nosso planeta vira um lixão e vamos todos morar no espaço. Acontece que enquanto trabalhava no estoque da The Street Store – falei do evento aqui – , separando roupas, era só nesse filme que pensava.

Gente, cá entre nós, tem muita roupa no mundo, as pessoas estão comprando como se não houvesse amanhã. Mas há e as próximas gerações vão precisar desse planeta pra viver. Se a gente não tomar cuidado vamos mesmo acabar fazendo com a Terra o quê se vê no filme. Vamos mesmo transformar o planeta em um enorme lixão. Vocês querem isso? Eu acho que não. Ser voluntária nesse projeto tornou visível o que eu já venho estudado na teoria á algum tempo. A forma como a moda vem se comportando é insustentável de todos os pontos de vista existentes.

É humanamente impossível para a mente humana criar 52 coleções totalmente únicas para as redes de fast fashion por ano. Então, não é sustentável para os designers. É ecologicamente insustentável produzir sem agredir a natureza os tecidos e insumos necessários para a fabricação das roupas. Então, não é sustentável para o planeta. Do ponto de vista dos trabalhadores é insustentável que eles produzam 14 horas por dia em péssimas condições para baratear ainda mais os custos do sistema. Então, é insustentável do ponto de vista dos operários. É economicamente inviável trocar todas as roupas do armário na virada de cada estação. Então, é insustentável do ponto de vista do bolso das pessoas….

Eu poderia ficar o dia todo aqui falando sobre a insustentabilidade gritante do negócio, mas acho cansativo e se eu seguir com o raciocínio vocês daqui a pouco vão fechar a página e me deixar falando sozinha. O Street Store foi um grande choque de realidade porque, além de eu ver o quão é inviável e imbecíl a lógica do fast fashion, consegui enxergar também a desigualdade, em carne e osso. Para vocês terem uma idéia, conversei com um menininho que nunca tinha escolhido uma roupa na vida e estava feliz por ter catado uma blusa “nova” do chão. E esse mesmo menino vive num mundo onde várias crianças como ele dizem as pais que não vão mais usar determinada peça simplesmente porque não querem…

Sabe pessoal, acho que algumas coisas precisam mudar no mundo e, como diz Comfúsio, isso tem que vir de dentro de nós. Esse post hoje não vem para apontar soluções milagrosas para o problema. Eu só quero contar para vocês que ele existe e que eu o enxerguei de perto no último sábado. Tem muita roupa no mundo.

Foto: Valéria Marques.

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