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A grande jornada em busca do estilo

Ei gente, como estão as modas? Ah, por aqui está tudo meio fast fashion, ou seja, meio corrido porém, bem legalzinho, por assim dizer. Então, vim contar para vocês a mais nova ideia que tive entre um devaneio e outro. Chama-se Desafio dos 30 Dias. A proposta é que, durante 30 dias – claaaaaro! – eu preciso postar uma foto com um look meu.

Mas, não estamos falando aqui sobre coisas elaboradas e escalafobéticas, daquelas que se usa quando se quer ir à uma festa ou conseguir um emprego. Não, estou me referindo às produções que monto 5 horas da manhã antes de ir trabalhar. O objetivo é me conhecer melhor, saber como é meu estilo, entender como as cores funcionam em meu tom de pele. Essas coisas todas que nos fazem usar melhor as roupas.

Além disso, nesses 30 dias eu não posso comprar peças novas para meu armário, nada de uma blusinha a mais, uma camisetinha a mais, qualquer coisa a mais. Devo me virar com o acervo que tenho em casa nada e que, convenhamos, não é pequeno. Dessa forma também vou contribuir para que o Papai Noel tenha um saco mais gordinho dessa vez.

Então, juntando o útil, entender meu estilo, ao agradável, economizar algum dinheiro, acho que conseguirei tirar conclusões interessantes sobre meus gostos, minha vida, meu humor… Se você, caro leitor, quiser me acompanhar, pode vir! Vou postar as fotos em minha conta do Instagram, @maryycisa. E a primeira foto já está no ar, foi tirada ontem pela minha digníssima irmã. Outro ponto interessante é que as fotos não terão qualidade maravilhosa, serão apenas retratos das coisas, entendem?

Sejam todos bem-vindos a esta nova aventura nascida da cabeça maluca desta blogueira que não leva jeito pra coisa. E vamos ver como as coisas poderão se desenrolar.

Bjuss people!

A foto de ontem, início do projeto.

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Diferenças

Sim, este será mais um post sobre o São Paulo Fashion Week. Não é todo dia que alguém como eu vai á um festival como esse, então, aguente minha semana nomotemática. Ao menos estamos tendo textos, minha gente, não é um avanço?? Seguinte, hoje escrevo para falar sobre o momento em que me sentei e apenas observei as pessoas fashion de São Paulo.

Impressionante as conclusões que tiramos quando nos calamos e, apenas, olhamos. Não sei se vocês sabem, mas costumo cobrir o Minas Trend, semana de moda mineira que apresenta as tendências para a próxima estação e é acompanhada de um grande – e cansativo! – salão de negócios onde expositores de todo o país tentam vender suas apostas.

Pois bem, as pessoas que passeiam nesse salão, como em todo o evento, são muito diferentes das que vi circulando no SPFW. Chego a dizer que o povo “das modas” mineira é mais piora enquanto que o povo “das modas” paulista é mais moderno e criativo. Aqui, o importante é estar totalmente na tendência. Lá, a tendência também é importante, mas deve ser misturada à pitadas generosas de criatividade e originalidade.

Aqui você corre o risco de ver duas mulheres usando vestidos iguais só porque são da marca mais phyna do momento enquanto que lá você consegue observar looks que julgava serem impossíveis até aquele momento. Aqui em Mimas as pessoas têm um certo medo de ousar enquanto que em São Paulo a pauta do dia é a ousadia, modernidade e criatividade.

Eu não sei se isso acontece porque o São Paulo Fashion Week é para levar ideias ao mercado enquanto que o Minas Trend serve para levar o produto já pronto. Também não sei se isso acontece porque o pessoal de SP recebe mais influência do mundo, enquanto que nos criamos uma hierarquia entre as montanhas. Só sei que a diferença entre os estilos é bem palpável para aqueles dispostos a falar menos e observar mais…

pessoas

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Viagem ao centro do mundo “das modas”

Oi pessoal, como é que vão essa força, heim? Eu de cá estou bem, me arrastando pra dar conta dessa segunda-feira, mas, enfim… Tá tudo certo. Como disse semana passada, dei um pulinho lá no São Paulo Fashion Week e, gente, foi espetacular! Tudo acontece mesmo na hora certa e penso não haver tempo melhor para esse acontecimento. Além do mais, dizem que quem tem amigos nesse mundo tem tudo, né? Acho que é isso mesmo.

Turistando no SPFW!

Turistando no SPFW!

Fui acompanhar o desfile da marca mineira Apartamento 03 que, pela primeira vez, está no line up no São Paulo Fashion Week, apesar de já ser veterana no Minas Trend, evento modístico aqui de BH. Pessoal, confesso que quando coloquei meus pezinhos na sala de desfiles do Parque Candido Portiniari meu coração começou a bater forte e minhas pernas tremeram.

Foi como encontrar um grande amor, de fato… Há muito tempo sonhava em participar dessa festa e já tentei convites de várias formas. Sabe, sou do tipo que cria as oportunidades e não fica esperando apenas acontecer. Até porque, como diz a música “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Quanto ao desfile em si, achei a coisa mais linda. Um coleção pé no chão e conceitual, tudo ao mesmo tempo. Adorei ver a evolução dos looks com um quê de japonismo desfilando na passarela. A cartela de cores era realmente bem invernal: preto, cinza, verde petróleo, algumas pitadas de estampas amarelas…

Lindeza da vida!

Lindeza da vida!

Outro ponto interessante foi o investimento em uma pegada esportiva com interessantes mochilas conceituais. Os recortes das roupas, secos porém fluídos, deram o toque que faltava. Em suma: Luiz Cláudio arrasou na passarela do SPFW e não perdeu sua identidade após se juntar á poderosa Patrícia Bonaldi. Não sei se terei outra oportunidade de conferir de perto os desfiles da semana de moda paulistana. Mas, posso dizer com certeza que esse sonho já foi realizado. Então, podem vir os próximos!

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SPFW aí vou eu!

Sabe, minha gente, eu tenho alguns sonhos na vida: conhecer Londres, arrumar um namorado bacana, ir ao São Paulo Fashion Week, andar de helicóptero… Sim, uma das vontades que tenho nessa vidinha incerta é caminhar divando nos corredores da semana de moda mais importante da América Latina. Isso desde que comecei a mexer com moda, na verdade.

Daí que amanhã vou realizar esse sonho. Consegui, através de uma grande amiga, um convite para o desfile da marca mineira Apartamento 03. Estou animadíssima mesmo sabendo que vou enfrentar oito horas de viagem até a terra da garoa em um busão porque as passagens de avião estavam caras.

Mas, sabem, para mim esse passeio tem um gostinho de vitória muito especial. Pode parecer bobagem, mas vocês já vão entender: acontece que para uma observadora das modas como eu, que possuí algumas deficiências e limitações, se inserir nesse mundo onde existe a obrigação do perfeito é muito difícil.

Primeiro porque muita gente não acredita em você, no seu trabalho e possibilidades, e segundo porque, como não está nesse padrão surreal de beleza, existe uma dificuldade muito grande de imersão. É como se você tivesse que provar a todo tempo que é bom e que serve sim para habitar o mundinho fashion.

Essa faceta da moda é bem cruel, mas super palpável para que os que se dão ao trabalho de arreganhar os olhos, ou seja, poucos mortais. Por isso hoje, mesmo percebendo que a semanas de moda estão virando um espetáculo de selfies vazias e um circo onde se dá bem quem aparece mais, fico muito feliz de ter teimado o suficiente para conseguir estar lá amanhã. É como se fosse uma conquista, sabe assim?

Então, por favor, bora torcer para que tudo dê certo na sexta-feira, para que eu consiga chegar direitinho em São Paulo, para que minha roupa/look do dia não amarrote dentro da mochila, para que eu não me perca ruma ao local dos desfiles. A vida, minha gente, é feita de pequenas conquistas que um dia vão acabar em algo grandioso. E, se existe 1% de chance de concretizar um sonho é a essa probabilidade mágica que eu me agarro. E vamos logo colocar a armadura de jornalista de moda poderosa porque a vida é linda demais!

E lá vou eu!

E lá vou eu!

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Não se pode nem brincar mais nesse lugar?

É, minha gente… Vivemos a época do “ecologicamente correto”, “eticamente correto”, “politicamente correto”. Então, longe de mim ser contra todo esse movimento que pretende tornar as coisas mais certas e bonitinhas, mas penso que, em alguns casos, as pessoas exageram demais da conta.

Olhem só como é um tantinho viajada a polêmica da semana. Acontece que uma consumidora da marca carioca Reserva, famosa por suas campanhas publicitárias irreverentes e suas camisas com estampas de mosca, postou na rede a foto da etiqueta de uma camisa da grife. Mas, segundo ela, tratava-se de uma etiqueta “machista e sexista”.

Lá, após mostrar as instruções de lavagem e secagem e indicar um site onde o consumidor poderia checar o que significa cada símbolo industrial, estava escrito: “ou dê para sua mãe, ela sabe como fazer isso bem”. A reação dos internautas foi imediata. Muita gente xingando a Reserva, falando horrores. Ou seja, quase ninguém riu da piada.

Mas, eu ri. Achei o caso engraçado porque sei do histórico da marca. Já vi que ela apoio causas importantes e, por todo o lifestyle que prega, é impossível que adote posturas machistas e sexistas sem perder toda a sua clientela. Então, foi apenas uma piada, minha gente!

E do que seria a moda se não fossem as piadas? Um tédio do cão. Então, parem de se irritar atoa, comecem a achar graça nas coisas. Depois, comecem a querer entender moda e todas as estratégias das quais se valem esse mundinho fashion. Afinal de contas, até pra criticar é preciso informação.

Por fim – vejo ao longe pessoas com tochas de fogo vindo em minha direção – é fato que nossas mães lavavam roupas muito melhor que nós, mulheres do século XXI. Afinal de contas, quando foram educadas, tinha tempo para aprendera cuidar de uma casa. Nós, pobres coitadas, estávamos muito ocupadas correndo atrás de emprego, moradia, carteira de motorista, homem…

Então, sorriam mais e passem a notar que o mundo da moda é uma grande piada pronta!

Olha a polêmica aí. Achei desnecessário…

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Tchau, Oscar de La Renta

Se você, em algum momento da vida, se imaginou linda e espetacular como as princesas da Disney, tenho absoluta certeza que nessa piração o “look do dia” era um dos fabulosos vestidos de Oscar de La Renta. O estilista, que infelizmente faleceu ontem nos Estados Unidos após lutar contra um câncer, era capaz de sintetizar toda a feminilidade da mulher em um único vestido.

Não a toa, Oscar vestiu muitas personalidades do nosso tempo e de outras épocas também. Entre tantas, destaque para Taylor Swift, Emma Watson, Jacqueline Kenedy e Audrey Hepburn, personalidades diferentes, mas que representam a feminilidade em diversas formas.

Confesso que adoro ver os desfiles dele e, acreditem, não tenho lá muita paciência para acompanhar vides desse tipo. Mas, acontece que nas imagens dos shows de Oscar, consigo sentir a magia que a passarela exalada do sofá da minha casa. Engraçado que, pelo que andei pesquisando, no começo da carreira, as mulheres idealizadas por ele não eram assim, tão princesas. Na década de 1960, o início de seus trabalhos, eram espaciais, muito parecidas com as musas plásticas de Pierre Cardin, que vestiam botas longas e saias curtas e estavam preparadas para chegar na lua.

Em 2014, a realidade é completamente diferente já que seu terreno fashion é ocupado por tecidos fluidos, bordados magníficos, estampas encantadoras e shapes que valorizam a silhueta feminina. Mas, é como dizem, somos todos metamorfoses ambulantes que mudam e absorvem as influências e vontades da época em que vivemos. E, isso é bom. No caso da moda chego a dizer que se trata até de uma flexibilidade necessária para a sobrevivência. E, chega de falar.

Me despeço apresentando um vestido magnífico desse estilista que me encanta de verdade. Besus e até qualquer dia!

Coleção Primavera/Verão 2012

Coleção Primavera/Verão 2012

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A Mattel está tentando dominar o mundo

O povo bola estratégias de marketing descaradas achando que não vamos perceber o que está rolando por trás dos holofotes. Ah, sabem de nada, bando de inocentes. Nos não somos bocós! Ou vocês acharam mesmo que a aparição da Barbie em vários cantos do mundinho fashion nessa última temporada de moda era mera, puramente e simples, inspiração dos estilistas cabeçudos? Claro que não! Se está por fora, vou já explicar o babado.

A Moschino, marca divertida que apresenta suas propostas em Milão, mostrou ao público um desfile cujo tema, o único, diga-se de passagem, era a Barbie e seu mundo cor de rosa. Entre bolsas de coração, cases para iPhone em formato de espelho e modelos desfilando de patins, o público pode observar toda a magia inebriante do jeitinho Barbie de ser. Apesar do exagero na referência, o desfile tinha sentido porque está dentro de uma marca conhecida por abordar temas pops como o McDonald´s. Fez sentido para mim, ao menos.

Depois disso, ainda em Milão, Dolce&Gabana também resolveram botar na passarela a boneca mais amada e odiada pelas meninas e mulheres de plantão. Só que, nesse caso, acho que não ornou muito bem com o tema da coleção, já que a boneca pareceu meio perdida entre as garotas espanholas que vimos na passarela carregando referências das touradas e dança espanhola. A Barbie chegou nas mãos das modelos dentro de uma caixa/bolsa. Muito confuso para mim, alguém que não observou o espetáculo das primeiras cadeiras.

Além dessas aparições grandiosas, em 2014 já vimos uma Barbie inspirada em Karl Lagerfeld, com direito a cabelo branco, termo preto e toda a indumentária de kaiser da moda. Também já tivemos coleções-cápsula na Forever21, Wildfox e Lord & Taylor, tudo, claro, inspirado na bonequinha. Mas, não fique triste, a Mattel não deixou o Brasil de fora dessa febre de Barbie. A C&A lançou uma coleção em parceria com a estilista rainha do Instagram Patrícia Bonaldi. Com looks para mães e filhas, a coleção fala sobre a Barbie de um modo mais sutil.

Eu acho que, se é possível se apropriar de algo para conseguir alguma coisa, no caso pegar a moda para ser marqueteira de sua marca, não é pecado. Mas, pode cansar os olhos de quem observa. Uma coleção, ok. Uma edição especial da boneca, ok. Agora, uma profusão interminável de coisas sobre a tal boneca?? Ah não, totalmente desnecessário. Então, Mattel, chega de enfiar Barbie goela abaixo das pessoas. Já entendemos que ela é um ícone fashion. Tem até um Instagram, coisa de pessoa antenada. Para a moda, fica a dica: mais originalidade e menos mercado, please!

Barbie, Barbie, Barbie... Na Moschino.

Barbie, Barbie, Barbie… Na Moschino.

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