Arquivo do mês: março 2015

Sobre a polêmica #HomensRisquê

Na publicidade existe um negócio chamado pesquisa de mercado; é fazendo isso que as marcas entendem para que público estão falando e como devem conversar com esses clientes. Perguntando elas atingem seu alvo no mercado. Na vida existe um negócio chamado observação, quando a gente para e olha o mundo ao nosso redor, incluindo pausas para contemplar questionamentos atuais, discussões e novas demandas gritadas pela sociedade. Mas, tem gente que joga tudo isso à merda e faz cagada.

Sim, minha gente, vou aqui falar palavrão porque a situação não é boa mesmo. Cês viram que essa semana a marca de esmaltes mais vendida no Brasil, também conhecida como Risquê, lançou sua nova linha de esmaltes intitulada “Homens que amamos”? Entre os vidrinhos mágicos temos “Zeca chamou pra sair”, “Fê Mandou mensagem”, “André fez o jantar” e mais algumas outras atitudes masculinas que, segundo os fabricantes, certamente agradariam a nós, mulheres. Só que: NÃO!

É um absurdo que em pleno século XXI pessoas ainda pensam que essas pequenas atitudes devam ser exaltadas, incentivadas, veneradas ou repassadas adiante como se o mundo feminino se resumisse às vontades, atitudes e necessidades do macho alfa. É grosseiro e uma falta de respeito conosco. Moças, meninas e senhoras travam batalhas diárias para serem reconhecidas e tratadas de igual para igual nos diversos ambientes ao qual pertencem. Temos que lutar para usar batom vermelho e não ser taxada de puta. Temos que lutar para mostrar que nosso estudo e conhecimento vale tanto quanto os dos meninos. Temos que lutar para ter o direito de dividir as tarefas domésticas com nossos maridos. Não é mole não, vocês sabem disso!

Aí vem uma marca de produtos femininos – OK gente, homens fazem as unhas mas não as pintam com coral ou azul escuro, né? – e tenta jogar todas essa batalhas pela janela dizendo que nosso assunto preferido é homem e por isso precisa existir uma linha que exalte essas lindas atitudes? Não, isso tá errado. Então, nessa hora, você leitor pensa assim, “ah, mas você só está esbravejando aí porque não têm um homem que te pegue de jeito, te chame pra sair, faça o seu jantar”. Não, meu caro, estou brava assim porque minhas vontades e necessidades não são assim tão rasas e porque minha luta é real. Meu mundo não pode girar na órbita de um homem. Se não fosse assim, porque uma lei para tratar de feminicídio, assassinato de mulheres em situação doméstica, seria aprovada recentemente?

Por fim, que fique claro: NÃO SOU FEMINISTA! Sou a favor do respeito entre ambas as partes. Sou a favor dos direitos iguais. São a favor de que homens e mulheres compartilhem suas coisas, suas vidas, de igual para igual, sem submissão ou superioridade. Isso na vida sexual, amorosa, profissional, familiar… Acho certo que, se a menina sonha em se casar e ter filhos, seu sonho seja respeitado pelas outras mulheres. Acho certo que, se a menina sonha em fazer pós-doutorado e nunca parir, sua vontade seja respeitada pelas outras mulheres também.

Vamos todos ser felizes porque felicidade faz bem para a pele e gente alegre não enche o saco. Para mim, a única forma de conseguir isso é cultivando o respeito. É por isso tudo que vejo a campanha da Risquê como a babaquice da semana. Enquanto atitudes assim forem reforçadas, que subjugam e promovem o desrespeito, nada mudará realmente na sociedade. Nada mesmo. Para a equipe Risquê, fica a dica: troca a equipe de marketing porque assim não tá bom. Fica a dica!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

BH não é “apenas” a capital da moda festa

Ei gente, como cês vão? Eu de cá vou bem, tirando a chuva que caiu hoje cedo enquanto eu andava serelepe pela rua… Mas, não vamos reclamar da chuva porque a coisa não tá boa. Bora falar sobre coisas legais?

Seguinte: neste último sábado foi inaugurado em BH a primeira loja colaborativa da cidade. Então você pensa, “mas Mari, o que é uma loja colaborativa?” Eu explico que se trata de um espaço onde marcas criativas e designers autorias que ainda não possuem capital suficiente para montar suas próprias lojas vão poder expor – e vender! – suas criações.

O objetivo é unir forças para ser grande, sabe como? Afinal de contas, cês já estão carecas de saber que abrir um negócio é caro, que imposto é caro, que ponto é caro é que ninguém começa por cima. Entre os participantes da iniciativa estão as marcas Santa Castanha: Pé de Castanha, Santo Hype, Ícaro Ítens & Ideias, Entrelinha Papelaria, VicheMaria estilo, Simone Torres Acessórios, Castanha Acessórios, Kinomusik, Henrique de Castro – Estamparia artesanal e Antifada, de quem eu gentilmente recebi o convite para a inauguração mas, infelizmente, não pude comparecer.

Então, fica a dica: se você quer se vestir, ou decorar, com personalidade, dá uma passadinha lá. O endereço é Rua Perdizes, 27, bairro Padre Eustáquio. Minha gente, essas notícias são ótimas para nos ajudar a fugir do jeito enlatado de se vestir/decorar/viver, né? Torcendo pra que floresça!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Não se vá Gisele!

Gente, pára tudo! Eu sumi, né? Admito que fiz isso sim e não tenho justificativas para tanto. MAS, olha só o que me trouxe de volta das férias, a aposentadoria da ultra-mega-top Gisele Bündchen, pessoal. Claro que vocês todos, e todas, já devem saber desse babado mas, como aqui não temos compromisso com temporalidade e sim com profundidade, vamos nós pensar sobre esse fato.

A verdade é que tudo na vida tem prazo de validade, inclusive modelos super poderosas como nossa Gigi. Segundo comunicado da própria, depois de 20 anos desfilando, ela agora se dedicará apenas a trabalhos especiais. Aposto que um deles é continuar sendo a cabeleira brilhante da Pantene. Mas, cês sabem né, seu cabelo nunca ficará igual ao do comercial sem um ótimo jogo de luzes de estúdio. OK, isso é papo para outro dia.

Certo por agora é dizer que nossa querida gaúcha fez história no mundo da moda. Com seu carisma e rebolado próprios, Gisele colocou à seus pés todo mundo que vive nesse universo. Acho que ela é tão única assim porque se permitiu ser expressiva. Ou vocês já notaram como as modelos costumam fazer uma maravilhosa cara de nada enquanto desfilam? Gisele não, sempre mostrou à quê veio. E, por vários motivos, nem todas podem se dar a esse luxo, tenham certeza disso.

Sua ótima aparição será nesta edição do São Paulo Fashion Week desfilando pela Colcci, uma das primeiras marcas onde trabalhou. Achei legal, tipo uma “volta às origens”, sabem como? Bom, vamos ficar de olho e esperar os próximos capítulos. A Era Gisele Bündchen chegou ao fim. Então, será que já estamos na Era Cara Delevingne? Bora esperar para ver o que o futuro nos reserva…

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized