Arquivo do mês: setembro 2014

Sobre Copiar e Colar

O post de hoje não é bem um post. É só uma notinha porque vocês precisam pensar sobre o assunto e tirar as conclusões que acharem pertinentes. Hoje é sexta-feira e estou cansada demais para grandes papos. Please, preciso de um relex! Então, continuando, estava eu me deliciando com os absurdos do Facebook quando clico em uma notícia sobre a semana de moda de Paris. Mas, cara, a foto falou mais que toda a matéria. Colocara, de um lado, um look da coleção Primavera-Verão 2015 da Balmain e, do outro lado, um look de Alexander McQueen, desfilado em 1997. Gente, a culpa pode até ser da minha baixa visão mas, para mim, o segundo é exatamente igual ao primeiro. Com tanta informação como é que esse povo ainda tem coragem de dizer que se inspirou no falecido McQueen se os trajes são idênticos??!

Tudo igual.

#chocada #meamarrotaqueeutopassada #nossasenhoradosplágiosrogaipornós

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A Mattel está tentando dominar o mundo

O povo bola estratégias de marketing descaradas achando que não vamos perceber o que está rolando por trás dos holofotes. Ah, sabem de nada, bando de inocentes. Nos não somos bocós! Ou vocês acharam mesmo que a aparição da Barbie em vários cantos do mundinho fashion nessa última temporada de moda era mera, puramente e simples, inspiração dos estilistas cabeçudos? Claro que não! Se está por fora, vou já explicar o babado.

A Moschino, marca divertida que apresenta suas propostas em Milão, mostrou ao público um desfile cujo tema, o único, diga-se de passagem, era a Barbie e seu mundo cor de rosa. Entre bolsas de coração, cases para iPhone em formato de espelho e modelos desfilando de patins, o público pode observar toda a magia inebriante do jeitinho Barbie de ser. Apesar do exagero na referência, o desfile tinha sentido porque está dentro de uma marca conhecida por abordar temas pops como o McDonald´s. Fez sentido para mim, ao menos.

Depois disso, ainda em Milão, Dolce&Gabana também resolveram botar na passarela a boneca mais amada e odiada pelas meninas e mulheres de plantão. Só que, nesse caso, acho que não ornou muito bem com o tema da coleção, já que a boneca pareceu meio perdida entre as garotas espanholas que vimos na passarela carregando referências das touradas e dança espanhola. A Barbie chegou nas mãos das modelos dentro de uma caixa/bolsa. Muito confuso para mim, alguém que não observou o espetáculo das primeiras cadeiras.

Além dessas aparições grandiosas, em 2014 já vimos uma Barbie inspirada em Karl Lagerfeld, com direito a cabelo branco, termo preto e toda a indumentária de kaiser da moda. Também já tivemos coleções-cápsula na Forever21, Wildfox e Lord & Taylor, tudo, claro, inspirado na bonequinha. Mas, não fique triste, a Mattel não deixou o Brasil de fora dessa febre de Barbie. A C&A lançou uma coleção em parceria com a estilista rainha do Instagram Patrícia Bonaldi. Com looks para mães e filhas, a coleção fala sobre a Barbie de um modo mais sutil.

Eu acho que, se é possível se apropriar de algo para conseguir alguma coisa, no caso pegar a moda para ser marqueteira de sua marca, não é pecado. Mas, pode cansar os olhos de quem observa. Uma coleção, ok. Uma edição especial da boneca, ok. Agora, uma profusão interminável de coisas sobre a tal boneca?? Ah não, totalmente desnecessário. Então, Mattel, chega de enfiar Barbie goela abaixo das pessoas. Já entendemos que ela é um ícone fashion. Tem até um Instagram, coisa de pessoa antenada. Para a moda, fica a dica: mais originalidade e menos mercado, please!

Barbie, Barbie, Barbie... Na Moschino.

Barbie, Barbie, Barbie… Na Moschino.

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Sobre o último sábado

Gente, neste último sábado vivi uma experiência super diferente e especial: participei do corpo de jurados de um concurso de moda aqui de BH. Trata-se do Boulevard Fashion Design, promovido pelo Boulevard Shopping e organizado pela querida Zoka Vassalo, uma amiga e entrevistada super especial. Olha o look que escolhi para o evento: um quimono, porque temos que seguir “as modas” um pouquinho, acompanhado das peças pretas que são, tipo, marcas registradas da minha pessoa.

Dress code: fingindo ser editora de moda.

Dress code: fingindo ser editora de moda.

Na passarela, três looks de dez competidores diferentes. Todos elaborados por jovens criadores buscando seu lugar à sombra do reconhecimento. Tinha de tudo: moda para homens, para a praia, vestidos bem elaborados e cortes retos. Cores, brasilidade, criatividade, enfim, de tudo mesmo. Abaixo uma foto de um vestido de chita bem bonito, que fez parte da coleção que ficou em segundo lugar geral. Achei muito clássico e moderno.

Chita moderna.

Chita moderna.

Achei essa experiência de ser “jurada” muito inusitada. Achei estranho avaliar o trabalho alheio, principalmente porque entendo mais ou menos como funciona o processo e sei que dá muito trabalho para produzir algo, assim, do zero, exatamente como fizeram os candidatos. Além disso, existem sonhos, esperanças e vontades envolvidas e não acho que devemos “destruir” os sonhos de ninguém.

Ao mesmo tempo, como participei da primeira avaliação dos projetos, no princípio eram 70 competidores, consegui perceber que muitas pessoas não levam realmente a sério seus sonhos. Afinal de contas, não adianta apenas querer alguma coisa. É preciso trabalhar para que as vontades sejam coisas maiores que apenas desejos perdidos. Principalmente nesse mundo em que vivemos, tão maluco e corrido.

Pois é gente, já contei procês a boa notícia. Antes de ir embora, preciso falar que esse convite foi muito inesperado. Acho que, às vezes, tentamos nos colocar de um tamanho menor e isso não é bom. Sei que sou jornalista, amo muito o ato de “pensar moda”, mas não me achava gabaritada o suficiente para essa tarefa. Enfim, no fim das contas acho que tudo deu certo. Agora, digam: curtiram meu look “fantasia de editora de moda”? Como já é segunda, desejo uma ótima semana procês, seus lindos!

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Pensando sobre as semanas de moda

Não, este não é um post sobre tendências desfiladas na semana de moda de Nova York ou Londres. Não me interessa falar sobre o militarismo (de novo?!), o xadrez que imita toalha de pique nique ou a mania do make “cara lavada”. Essas coisas você encontra em vários portais de moda e beleza. Aqui temos apenas uma reflexão sem compromisso sobre o futuro dessas amadas e idolatradas semanas de moda que percorrem todo o mundo, incluindo o Brasil.

Sabem, eu honestamente acho que todos esses eventos vão acabar. Agora é o momento em que você faz uma pausa dramática… Mas, falo muito sério. E não estou dizendo que todas vão terminar daqui uns 50 anos, tipo, na época em que minhas netas vão começar a entender moda e estourar seus cartões de crédito. Acho de verdade que vão acabar em breve mesmo, antes que possamos imaginar. Tenho lido matérias com bons sinais para esse meu palpite

Vejam só: algumas pessoas importantes já disseram que as semanas de moda, lá no princípio imaginadas para mostrar aos compradores e à imprensa as principais tendências do mercado, agora são apenas shows onde o mais bonito tenta aparecer loucamente. Como, mais bonitos, podemos entender as blogueiras das modas, atrizes e semicelebridades de todas as espécies. O objetivo inicial de promover as empresas acabou ficando em segundo plano.

Outro fator importante que preciso comentar é o crescimento abundante da internet e redes sociais. Saibam vocês que muitos compradores influentes não vão mais aos desfiles e assistem tudo bem longe da muvuca que é uma sala de espetáculo. É pela rede que assistem, decidem e compram. Temos exemplos de grifes que se firmaram assim, vide o case Patrícia Bonaldi e sua PatBo. Além disso, as marcas não precisam tanto da divulgação já que possuem Instagrans, Facebook, Twitter…

Na verdade, acho que as marcas ainda curtem gastar muitos dólares em um espetáculo como esse porque eles, apesar de toda a divulgação obtida na internet que já disse no texto, dão ibope. A imprensa especializada cai feito abelha no mel em cima de um bom desfile. Daí comentam, comentam, comentam… E tudo mundo fica sabendo. É mais barato que uma série de ações de marketing combinadas, juro procês.

Caso duvide de minhas informações desencontradas, vai aí um fato concreto: hoje vi que João Paul Gaultier não fará mais peças em read-to-wear, se dedicando exclusivamente à Alta-Costura. Como justificativa, o estilista disse que é muito rápida a velocidade de produção desse tipo de roupa, o que inviabiliza a criação. Desse modo, não veremos com tanta freqüência criações de Gaultier nas passarelas. Além disso, existe aí um movimento chamado slow fashion, que tenta diminuir a velocidade enlouquecida que o mundinho fashion adotou para a vida. Se isso acontecer mesmo, vai faltar notícia para tanta semana de moda.

Mas, esse é um daqueles casos em que precisamos esperar para ver se minha aposta se concretizará ou se sou louca mesmo por pensar que as semanas de moda vão acabar. Pois é, então, é tempo de aguardar as cenas dos próximos capítulos.

O militarismo sexy/enfrente a selva urbana de Marc Jacobs em NY City!

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A Vogue está com um problemão…

Essas pessoas estão perdendo a noção MESMO. E é em caps look MESMO que digo isso. Cês viram a bagunça que a Vogue Kids aqui do Brasil aprontou? Bom, se tá por fora, eu explico: para a edição de setembro, eles fizeram um ensaio infantil com crianças em poses e roupas bastante insinuantes para a idade.

O bagulho foi tão sério que o Ministério Público de São Paulo está investigando o caso. Além disso, nas redes sociais muitas pessoas se levantaram contra a poderosa Vogue. O ensaio se chama “Sombra e Água Fresca” e neles meninas que aparentam ter 7 anos se colocam de maneira muito sensual, tipo Lolita, sabe assim?

Nas fotos que vi na internet, pois não comprei a revista para observar melhor, parece até que as pimpolhas fazem menção de querer tirar a roupa. Ideia tosca, desrespeitosa e desnecessária da Vogue. Não sou conta ensaios infantis ou coisa assim. Acho que são legais para as crianças, um colírio para os pais e importantes para esse mercado.

Contudo, essa daí é grotesco. Acho que a Vogue entrou, sem medo de ser feliz, na onda de “transformar” crianças em adultas. Cês já repararam como isso anda recorrente no mundinho fashion e, pior, na vida real também? Temos vários cases: é filho de celebridade usando sapato de salto antes mesmo de saber andar, a outra que faz tutorial de make e joga pro Youtube…

O problema é que, antes, o povo estava achando tudo isso uma gracinha. Ninguém pensava em pedofilia, como foi feito dessa vez. As pessoas apenas aplaudiam de suas cadeiras macias sem refletir sobre as conseqüências desse processo todo. E, bom, ta aí uma conseqüência.

Fizeram esse ensaio achando que todo mundo acharia normal, mas…. O negócio foi tão explícito que ninguém mais pensou assim. Espero que o Ministério Público ao menos notifique a revista. Ficou muito feio para eles. Mesmo. Quanto ao mundinho fashion, ta bom de tosquice por um bom tempo, né? Veremos os próximos capítulos…

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A moda e suas perversidades

Eu poderia estar falando da semana de moda de Nova York? Poderia. Poderia estar falando sobre o aniversário do miguxo Karl Lagerfeld? Sim. Mas, como minha cabeça é maluca e este blog não é sobre moda, posso me reservar o direito de comentar sobre o que quiser, seguindo minha própria agenda mental tresloucada.

Seguinte: dia desses estive em uma favela aqui de BH. O motivo? Bom, fiquem com a explicação de que sou jornalista e por isso ando bastante. Ótima explicação e ponto. Não tinha drogas ou álcool envolvido no acontecimento, juro pela alma da Nina, minha gata preta. Aí, nessa favela, ou comunidade, ou aglomerado, ou tudo junto ao mesmo tempo, fiquei observando as condições de vida dos moradores.

Gente honesta e simples que não tem luz direito, uma casa decente, saneamento básico, facilidade de locomoção… Achei o cenário sofrido e alegre e tive um nojinho básico das pessoas que nos governam. Mas, enquanto tirava essas conclusões, chutei – literalmente – uma sacola da marca Ellus, que estava jogada fora junto a uma pilha de lixo. A observadora do mundinho fashion não agüentou e teve que parar para averiguar a cena.

Tratava-se realmente de uma sacola ainda em bom estado desta famosa grife brasileira.

Quanto a luz se fez na minha cabeça, pensei em milhões de coisas: me lembrei do depoimento de uma dona de casa que dizia não conseguir pagar os gastos com roupas da filha porque ela só usava “coisa de marca”. Lembrei da moça do Youtube que disse não conseguir se sustentar com o auxílio do Bolsa Família porque “uma calça para uma jovem de 16 anos é mais de 300 reais”.

Lembrei de uma matéria que li no Estado de São Paulo cujo tema eram as brasileiras que adoravam parecer ricas para pertencer a um universo que lhes permitisse ascensão social e boa posição. Me lembrei, também, que, aqui no Brasil, marcas de luxo parcelam as compras, fato que – nunca, jamais! – acontece em outras nações.

A sacola da Ellus no meio da favela me fez ver o quanto as pessoas se sacrificam para estarem “na moda” e o quanto a indústria é cruel por incentivar essas práticas e lucrar com o afundamento financeiro alheio.

Sabem, eu amo moda, de verdade. São infinitos os benefícios que gostar de moda trouxeram para minha vida: consegui me descobrir como mulher, entender meu corpo, saber mais sobre minha personalidade, aprendi economia estudando moda. Mas, de modo algum, permito que esse gosto seja maior que eu mesma. E acho que é isso que acontece com as amigas que gastam todo o salário com pilhas e pilhas de roupas.

Para elas, se quiserem ouvir, digo o seguinte: goste de moda, sim. Mas, viva. Viaje, saia com as amigas, veja coisas e pessoas. Cresça e aprenda. Tentar entrar em uma tribo usando como ingresso as roupas que você veste não faz de ninguém um ser querido. Faz dessa pessoa, caso não tenha condições de bancar o estilo de vida, apenas mais um alguém que deve até as calças. Você, garota esperta e inteligente, quer isso? Eu não.

Ah, antes de ir: cês tão cansadas de assuntos sérios e cabeçudos, né? Vou já arrumar uns looks meus do dia para vocês se animarem a passar mais tempo aqui!

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Ostentar é tão deselegante

Queridos e queridas, como vão essa força? Espero que continue… Bem, forte. Então, xô contar procês: dia desses, estava eu aqui observando esse mundo loko que é o mundinho fashion. Quando, de repente, não mais que de repente, me aparece uma crônica falando sobre moda, ostentação, prestações a perder de vista e gente que aparenta.

Daí, fiquei pensando sobre esse cenário em que vivemos, onde você não precisa ser nada já que suas coisas são o que realmente importam no fim das contas. Bom, venho por meio deste dizer que acho isso completamente out e absurdo. Muito feio gastar todo o seu salário, e o limite do cartão de crédito, com roupas só para fazer parte de um bonde, turma, facção, sei lá!…

É verdade que a moda é usada para mostrar para os outros o poder individual das pessoas desde que o mundo é mundo mas, com tanta informação que temos agora, tá passando da hora de parar com essa baboseira, né minha gente? Vamos ser ao invés de ter. Precisamos nos afirmar de outro modo, preferencialmente de uma forma mais sadia e construtiva.

Atualmente, está na moda o nada elegante ato de ostentar. São artistas que usam correntes mais pesadas que seu próprio corpo. Cantoras que dizem que “só ficam com o homem se ele der condição”. Gente que faz questão de usar roupas de marcas cujas estampas sejam o nome e o logo dessas próprias marcas desejo.

Cês já repararam que os pioneiros desse movimento, principalmente nos Estados Unidos, estão parando de se exibir tanto optando por uma elegância mais discreta e duradoura? Pois é, perceberam que essa moda vai passar mas, como pretendem ficar por muito tempo do cenário, optaram por chamar atenção de outras formas, tipo, com o talento.

Sei que hoje o texto está meio sem sentido, mas acontece que estou irritada com a capacidade de emburrecimento dos coleguinhas. Sério, não precisava ser tão limitado. Vamos evoluir, ser felizes, nos informar e, principalmente, comprar o que gostamos e podemos pagar confortavelmente. Enfim, é isso. Ótimo fim de semana procês!

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