Arquivo do mês: junho 2014

Street Style x Look do dia

Dia desses li uma matéria no Estado de São Paulo que refletia sobre as fotos de “street style” e os construídos “looks do dia”. Nela, o pensamento era de que looks do dia não correspondiam à realidade crua das tendências atuais já que eram montados para bater as fotos que recheiam os blogs de moda. Em contra partida, os cliques dos profissionais de street style eram mais interessantes e recheados de informação de moda.

Fiquei matutando e matutando sobre o assunto até conseguir escrever algo digno para vocês aqui no bloguito. Aí, finalmente, minha conclusão é de que os caras do Estadão estão certíssimos. Acho as manifestações de moda de rua muito mais interessantes de se acompanhar que os famigerados looks do dia pelo simples fato de que as pessoas, ao menos a parcela sã do mundo, não saem por aí imaginado encontrar um fotógrafo top para fotografar sua produção de trabalho.

Por isso não se montam como árvores de natal, exceto aquelas que já possuem esse hábito corajoso de vida que eu admiro inconscientemente. Já as bloguetes de moda, essas são engraçadas. As que têm dinheiro contratam fotógrafos e produtores de moda para escolherem suas roupas, além de fecharem parcerias com marcas conceituadas que precisam vincular seus nomes à personalidades de prestígio. Daí vão para lugares interessantes e tiram as fotos mais bem produzidas da vida. Outras, cujo orçamento é um tantinho menor, escolhem as roupas mais novas do armário, pedem ao namorado que tirem a foto em frente ao muro cult que fica perto de casa.

Como reconhecer tendências nesses cenários? O máximo que conseguimos encontrar aí são vestígios da coleção da marca tal o a mais nova tendência/uniforme do momento. O ruim é que aqui no Brasil não temos a forte cultura de fotografar looks nas ruas como nas principais capitias de moda porque as pessoas começaram a pouco com interesse por essas coisas. Grande parte foi despertada influenciadas pelos blogs de moda, afinal de contas na vida existe o lado bom e o lado ruim de tudo.

Se querem saber como eu faço meus looks aqui no blog, normalmente minha irmã fotografa as produções antes de eu sair para algum lugar ou compromisso. Tenho um pouco de preguiça de me montar apenas para tirar uma foto e pronto. Mas, acho mesmo que gosto mais de falar, por isso a raridade desse quadro aqui. Bom, já que conversamos sobre street style, olhem só essa foto. Não é mais interessante que a maioria dos looks do dia?

(Fonte: The Sartorialist)

(Fonte: The Sartorialist)

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Pezinhos como flores de lotus

Em nome da beleza, muitas coisas são feitas. Em minha opinião, talvez a mais bizarra que já vi até hoje seja a deformação nos pés infligida contra as mulheres chinesas que nasceram até 1920. Segundo as dinastias antigas da terra do sol, mulher para ser bonita tinha que ter os pés entre 7 e 10 cm; o formato deveria ser parecido com uma flor de lótus, espécie muito parecida com a nossa vitória regea pantaneira.

Tudo começou na Dinastia Sung (960-976 a.C) quando uma dama da corte fez muito sucesso por dançar com os pés pequenos sempre enfaixados. Depois, o costume se espalhou e muitas horas mulheres fizeram a mesma coisa em si mesmas e nas filhas. O ritual começava aos 3 anos, quando os quatro primeiros dedos dos pés eram imobilizados, afundando pelos calcanhares, sendo dobrados aos poucos.

Vi na web umas fotos até de velhinhas simpáticas com sapatos super bordadinhos que fizeram parte desse costume, mas não vou reproduzir aqui. O que me chocou nesse costume foi ver como ficam as cicatrizes dessa prática através de um trabalho realizado pela fotógrafa chinesa Jo Farrel. Ela andou nos campos do país procurando as senhoras que, ainda vivas apesar da idade avançada, ainda carregam esse costume.

pe sete

pe um

Julgar o costume de um povo como certo ou errado é muito complicado do ponto de vista social. Com certeza esse pessoal também deve achar algumas das coisas que fazemos, como por silicone no bumbum e sentar em cima de uma almofada estranha, muito bizarros. Mas, gente, cês viram como ficaram os pés dessas senhorinhas? Elas devem ter vários problemas de saúde, além de não conseguirem parar em pé direito. As coisas estranhas que a moda apronta em alguns lugares do mundo… Ninguém merece! Ainda bem que os chineses foram sensatos o suficiente para acabarem com isso de vez!

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Moda inclusiva e universal

Acho tão, mas tão, lindo quando a moda se propõe a algo maior que não apenas vender roupas e entulhar nossos armários com a mais nova última tendência da estação. E fui exatamente isso que eu vi durante o Baú, Bazar de Utilidades, organizado pelo espaço cultural 104, um lugar interessantíssimo que fica ali, bem no centro da capital mineira.

Fui assistir ao bate-papo sobre Moda Inclusiva organizado por Alex Dario, um stylist que eu conheci quando fui modelo na televisão – sim, esse dia aconteceu, meu povo! Estavam presentes as lindas Alessandra Valois, criadora super competente que entende de fazer moda para todos, Adriana Buzellin, uma linda modelo inclusiva.

Durante a conversa rolou um desfile lindo, com garotas de todos os tipos, estilos e habilidades. Foi emocionante. Ah, naquela tarde também conheci a Marta Alencar, que me apresentou a fofíssima Tina Descolada. Nossa foto juntas ficou linda, não é mesmo?

Ei e Tina, duas bonecas. kkkkkk

Ei e Tina, duas bonecas. kkkkkk

Nessa minha caminhada, refletindo sobre moda e vivendo em um mundo tão padronizado, comecei a estrada achando que a moda universal, àquela para todos e todas, com qualquer tipo de corpo, era impossível. Eu pensava que a indústria não se interessaria em produzir tão pouco.

Mas, que bom, eu estava engada e me permito mudar de opinião: a moda para pessoas com deficiência; cegos, cadeirantes, surdos, pessoas com qualquer tipo de aptidão especial, é super possível, afinal de contas existe um público carente que consumiria essa proposta com o maior prazer do mundo.

Eles acabaram me chamando para conversar também, uma honra.

Eles acabaram me chamando para conversar também, uma honra.

E essas questões de inclusão precisam mesmo ser levadas mais á sério pelas pessoas. Em minhas andanças, ainda vejo que as pessoas se espantam quando veem um cadeirante bem vestido. Também acontece de acharem apenas “bonitnho”, mas não levarem a sério, fotos ou concursos de moda voltados para nós, pessoas com deficiência. Costumam ser iniciativas isoladas e só.

É preciso respeitar e incluir, sinceramente, todos os cidadãos desse mundo. A moda é linda quando aprendemos seu mágico poder de transformar e fazer da mesmice uma coisa única. Vamos levar isso a sério, de verdade?

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Boletim Fashion

Geeeeeeeeeeeeeeeeeente, bom dia!

Nesta edição, falo menos – graças a Deus – , falo sobre o vestido baphônico da dona Riri, popularmente conhecida como Riahnna e também comento a historia das pessoas que não tem estilo.

Até breve!

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Sobre a polêmica da Jana Sabrina

Gente, se vocês acompanham minimamente o mundinho fashion, já devem estar sabendo da polêmica causada pelo vídeo da Sra. Jana Sabrina. Não vou marcar o blog da mocinha aqui. Se vocês quiserem ver o vídeo – agora editada por ela – procurem no youtube. Tenho certeza de que não vai ser difícil achar, porque o comentário foi geral.

Na minha humilde, super humilde opinião, ela só chocou tanta gente assim porque jogou a merda da blogosfera no ventilador. Sim, minha gente, é isso mesmo! Quando ela diz “dê chances para as blogueiras gordas, pobres e feias”, ela não expos apenas sua opinião, mas mostrou um reflexo da sociedade. Reparem como são, por exemplo, Camila Coutinho e Tássia Naves, duas das it girls mais influentes do pais.

Elas nasceram bem de vida, são bonitas e magras, tiveram acesso à coisas que muitos de nós nunca teremos na vida. E essa superioridade arrebanha pessoas de mente fraca que, não contentes com suas vidas, acabam achando que a grama do vizinho é sempre mais verde. Já ouvi casos de garotas que se enforcaram no cartão de crédito querendo ter a bolsa do momento, o sapato do momento, o não sei o quê do momento que viram lá no blog da fulana.

São os valores sociais que precisam mudar. Tá passando da hora de as pessoas pararem de pensar dentro da caixa dos valores tortos, que só fazem mal, e não acrescenta nada para ninguém. As palavras dela só mostram como o mundo está torto e errado. Não pode ser saudável um lugar onde algumas meninas deixam de comprar comida no intervalo da faculdade para pagar a conta do blush caríssimo, da última moda.

Como jornalista, tenho um pouco de contato com essa sociedade da moda e, se tem uma coisa que posso dizer, é que não é apenas a Jana que pensa assim. Ou, por um acaso, vocês aí, leitores queridos, já viram nas grandes revistas desse seguimento editoriais, salvo em ocasiões excepcionais, feitos com mulheres gordas ou feias? Não, não viram.

É cruel dizer, e vocês podem me lançar pedras se quiserem, mas grande parte da indústria da moda vive de despertar desejo por coisas que nós nunca poderemos ter e as blogueiras, apesar de terem democratizado a moda, uma ponderação interessante a ser colocada, são trabalhadoras eficazes desse serviço. E a moda faz isso porque precisa lucrar. E lucrando, ela faz dinheiro.

Espaços como meu, que oferecem ideias ao invés de looks do dia, não são muito valorizados nesse mercado porque as pessoas querem glamour e não pensamento. Mas ideias são as melhores armas que alguém pode te dar porque com pensamentos você domina e muda o seu mundo de maneira definitiva. Espero honestamente que este panorama um dia mude. Não digo por mim, já que nunca foi minha intenção viver de blog. Tenho minha profissão. Digo pelo mundo, que precisa ser um lugar melhor para todos nós.

É por isso que levanto sempre a bandeira de lermos sim os blogs de moda. Mas, sempre, e sempre mesmo, com olhos atentos para o que é babaquice e para o que é útil para a vida. É como diz minha avó: discernimento e sopa de galinha não matam ninguém, só fortalecem.

menina refletindo

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No palácio toca música eletrônica

Sou louquinha pelo poder que a moda tem de juntar o que antes era impensável. Ou você aí do outro lado do monitor já cogitou a ideia de tocar no Palácio de Versalhes um dos sucessos do Depeche Mode? Apostei que não. São coisas que só a moda faz por você, meu bem.

O atrevimento partiu da Dior, que colocou as modelos Daria Strokous, Fei Fei Sun e Katlin Aas correndo pelos sisudos e elegantes jardins do palácio vestidas com as apostas da casa para o pre-fall 2014. O fashion film faz parte da trilogia The Secret Garden, iniciada em 2012.

Coisa mais linda...

Coisa mais linda…

Como trilha sonora, Strange Love, do Depeche Mode, a cereja que faltava para dar o ar de surrealismo ao projeto. Agora, falando sobre o curta, como não poderia deixar de ser ele foi construído para exaltar a marca. Mas não deixa de ser um presente aos olhos. Fiquei com a impressão de ter visto as cores de Salvador Dali entre uma tomada e outra.

Curioso? Então clica que eu trouxe o curta até você, só porque sou legal, heim?

 

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Apenas um, de verdade, pra você

A moda do personalizado é mesmo uma beleza, né? Principalmente onde o reino do fast fashion, com 2.387 peças igualmente idênticas impera sem qualquer perigo. Agora todo mundo pode ter uma única camiseta, um único corte de cabelo, uma única roupa inteira. Mas, existem marcas que se superam na arte do “personalizado”. Esse, sem dúvida, é o caso da Pink Bullets e seus tênis pintados à mão.

Pela bagatela de 199 reais você pode ter aos seus pés o pessoal do Glee, o Pequeno Príncipe, a Nicki Minaj… Tudo ao gosto do freguês. O mais legal disso tudo é que, como o trabalho é feio á mão, não tem como você topar na rua com um camarada usando o mesmo exemplar que o seu.

Amélie!

Amélie!

Coraline.

Coraline.

Mafalda

Mafalda.

O pequeno príncipe!

O Pequeno Príncipe.

the beatles

The Beatles.

Se você ficou com vontade de te rum para chamar de seu, é simples. Você pode encomendar direto com os caras pelo e-mail euqueroumpinkbullets@gmail.com, ou então encomendar pelo Enjoei. Ah, deixa eu dizer: isso aqui não é um post publicitário. Até porque, né, eu não sou assim tão importante para que me “comprem um texto”. Só estou falando porque gostei da proposta mesmo. 😉

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