Arquivo do mês: julho 2013

Por aí…

Dia desses comentei neste post sobre meu amor pelas estampas de bolinha, os famosos poás, e sobre como elas podem inspirar o look nosso de cada dia. Aí, durante o workshop MIT – Moda e Indústria Têxtil, que aconteceu semana passada aqui em Belo Horizonte, encontrei a consultora de imagem Giselle Rabelo que apostou em um visual bolinhas “dos pés á cabeça”. Trouxe a ideia para vocês verem como uma única estampa pode ser elegante, basta querer ousar.

Giselle toda trabalhada no poá!

Giselle toda trabalhada no poá!

Giselle me contou que ama os pós e que por isso escolheu o look para o evento, “acho elegante, é uma estampa atemporal. Além disso tem uma pegada vintage que me encanta bastante”, explica. Achei chique, e vocês?

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Conhecendo a Quem Disse, Berenice?

Meninas, esse post é para vocês que, como eu, amam maquiagem de paixão. Chegou a Belo Horizonte a Quem Disse, Berenice?, marca do grupo O Boticário que desde o ano passado faz sucesso na blogosfera e nas redes sociais. Semana passada eu, que não sou boba, fui ao Shopping Cidade conhecer uma das lojas já inauguradas.

Gente, estou melhorando nas fotos, heim? Tirei as fotos desse post.

Gente, estou melhorando nas fotos, heim? Tirei as fotos desse post.

Gosto da Quem disse, Berenice? porque eles trazem uma proposta nova no mercado de cosméticos; pregam a liberdade de usar e abusar de todas as cores na hora de se pintar para enfrentar a vida. São 100 cores de batons em todos os acabamentos, 70 cores de sombras e não sei quantos tons de base.

Loja linda, com diversos produtos.

Loja linda, com diversos produtos.

Um dos produtos que achei mais bacana na cartela deles são os óculos para fazer maquiagem. Você só manda colocar suas lentes e pronto, facilita sua vida. Vou comprar um e depois conto para vocês. Em minha visita à loja levei apenas um batom vermelho lindo. Não sei se vocês sabem, mas o vermelho é a cor que mais amo na vida em matéria de batons.

O meu batom vermelho.

O meu batom vermelho.

Em breve eles vão inaugurar novas lojas aqui na cidade e tenho certeza de que logo logo terá uma pertinho de você. Então, não acredito que estou escrevendo isso mas, lá vai: se joga no marketing da marca, use todas as cores, seja feliz! Mas, óh, dica de mãe: se caprichar no olho, não carregue nos lábios. Se fizer uma boca marcante, use uma sombra clarinha nos olhos. Assim não tem erro.

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Escravidão tá na moda?

Hoje não teremos o quadro Inspiração porque a moda aprontou outra das suas e me entristeceu. Saiu no site Repórter Brasil matéria sobre prática de trabalho escravo na Le Lis Blanc, marca de roupas caras voltada para um público selecionado onde uma calça custa mais de 1000 reais.

Não consigo falar de roupas hoje, só consigo ficar indignada. Li na matéria que foram encontrados em uma oficina improvisada bolivianos trabalhando cerca de 10 horas por dia ganhando 3 reais por uma calça que, nas lojas luxuosas da marca, pode ser compradas por 200 vezes esse valor.

Luxo. (Fonte: Google)

Luxo. (Fonte: Google)

A Le Lis Blanc disse em nota que não tinha conhecimento das práticas das empresas que terceiriza para fazer sua produção. Afirmou também ter total responsabilidade com seus colaboradores, cumprindo a legislação trabalhista. Para evitar problemas maiores a marca pagou cerca de 600 mil reais para os trabalhadores que se encontravam na condição de escravos.

Quando a empresa diz “não ter conhecimento” significa que ela pagou uma empresa para fazer sua produção e essa tal empresa paga outra oficina para fazer aquela produção inicial, ou por não dar conta de terminar ou por essa prática ser mais barata. Alguns chamam isso de ‘quarterização’, termo que se torna comum no mundo da moda nos últimos tempos. Desconfio que eles não saibam dessa realidade.

Oficina onde o trabalho escravo acontecia. (Fonte: Anali Dupré via Repórter Brasil)

Oficina onde o trabalho escravo acontecia. (Fonte: Anali Dupré via Repórter Brasil)

É minha gente, esse filme já é repetido no mundinho fashion que está se tornando um clássico ruim de Sessão da Tarde. Acho paradoxal que um mercado tão glamoroso se sustente em pilares ocos como a escravidão de pessoas que mudam de país em busca de melhores oportunidades de vida. As grifes precisam ter interesse em saber como seus produtos são produzidos, não apenas encomendar peças para outras pessoas.

O pior disso tudo é que daqui alguns meses – ou serão dias? – a próxima coleção chega, as luzes se acendem novamente e toda aquela podridão das oficinas improvisadas some em meio à fumaça do gelo seco dos espetáculos que a moda produz.

Os fashionistas continuam andando por aí com suas calças Le Lis Blanc, suas blusas Zara, suas bolsas Marisa. Se acham os mais lindos do mundo porque vestem as roupas mais it da estação. Não se importam de onde vem aquilo que cobre o corpo. Sofrimento e trabalho escravo não mancham tecidos então não atrapalham o resultado final do look do dia…

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Som de sexta: Infinito Particular

Olá pessoas!

Essa semana andei pensando bastante sobre aquilo que carregamos debaixo das roupas. Por favor não pense bobagem, você é um leitor inteligente. Digo dos nossos sentimentos, das coisas que pensamos, das atitudes que tomamos, enfim, de todo esse universo que carregamos dentro de nós e que é só nosso. Por isso o som de hoje é meio introspectivo: Infinito Particular, de Marisa Monte.

Acho tão bonita.

Acho tão bonita.

Sabe, eu adoro essa música e já não é de hoje. Acredito que todos nós temos o melhor e o pior. Erramos querendo acertar, acertamos sem esperar e assim vivemos. Aprendendo sempre. Essa canção tem um quê de romance, realmente. Mas eu acho que os amigos, os pais, colegas de trabalho acabam também por entrar em nosso infinito particular. O negócio, como diz Marisa, é não se perder no meio desse labirinto.

Ótimo fim de semana, fiquem bem.

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Aprender para fazer

Segundo a jornalista Natália Dornelas “a moda não se resume ao champanhe dos coquetéis nem aos holofotes das semanas de desfiles”. Esta frase foi dita na última terça-feira, 23, durante o Workshop MIT, Moda e Indústria Têxtil, realizado pelo Sindivest, em parceria com a Fieng. Nos dois dias de eventos, que se estendeu até ontem, palestras com nomes nacionais e internacionais apontaram caminhos e tendências para esse mercado tão plural que é a moda.

Este é o MIT.

Este é o MIT.

Adorei participar, mesmo. Aprendi tanta coisa e tirei diversas conclusões importantes que vão me ajudar a, um dia, trabalhar como jornalista especializada em moda. Vocês nem podem imaginar! E como tudo que vejo e ouço compartilho aqui, separei alguns pontos para conversar com vocês. Não serão todos, já que o volume de informações desses dois dias foi bastante denso. Tenho certeza de que vão gostar dos meus drops do MIT. Vamos lá!

Evento com plateia lotada. (Gente, as fotos desse post são minhas então deem um desconto, por favor!)

Evento com plateia lotada. (Gente, as fotos desse post são minhas então deem um desconto, por favor!)

Começo os trabalhos contando um pouco sobre a palestra de Lenita Assef, que atuou em diversas revistas de moda do Grupo Abril incluindo a Elle. Na conversa, que aconteceu durante o primeiro dia de evento, terça-feira, a jornalista expôs a importância do mercado editorial que está dentro na internet e, também, do mercado que está nas revistas. Para ela, os dois são importantes, já que as revistas têm tradição e prestígio e a internet é rápida, acessível e plural. Lenita também destacou a relevância das redes sociais que, se bem trabalhadas, podem garantir frutos interessantes a quem delas faz uso.

Lenita Assef (as fotos são minhas gente, então dá um desconto)

Lenita Assef (as fotos são minhas gente, então dá um desconto)

Concordo com essa visão. Penso que as revistas são mercados férteis porque não tem prazo de validade e garantem renome quase instantâneo para quem nelas anuncia. Além disso, ter sua roupa em um editorial é interessante porque garante exposição muitas vezes gratuita dentro de um contexto interessante. Isso não quer dizer que a dinâmica da web deve ser desprezada, afinal de contas a rede tem alcance global e, para muitas empresas que estão começando, é uma ótima maneira de aparecer já que os custos com esse tipo de anúncio são ínfimos se colocados ao lado do preço de algumas publicações.

Lenita outra vez.

Lenita outra vez.

Acho que o segredo é produzir uma estratégia de comunicação que se sustente e garanta clientes, admiradores e seguidores, usando as revistas e a web na medida. A próxima ideia que destaco foi o debate sobre “moda mineira, moda brasileira, moda global”, que nasceu durante a conversas montada também na terça feira, 23. Estiveram presentes Jorge Faccioni, presidente do escritório de tendências Use Fashion, Camila Faria, estilista proprietária da Vivaz, Evilásio Miranda, responsável pelo núcleo de moda e design da TexBrasil, Natália Dornellas, jornalista de moda e editora do caderno Pandora, do jornal O Tempo, Mary Arantes, estilista proprietária da Mary Design e Inácio Riberio, proprietário da marca Clements Ribeiro.

Todos sentados no sofá da Hebe, fala que não parece.

Todos sentados no sofá da Hebe, fala que não parece.

Sobre isso, penso que a moda têm suas particularidades. Por exemplo: Minas Gerias é especialista em produzir moda festa. Pessoas de várias partes do Brasil vêm comprar esse tipo de roupa aqui. O Rio de Janeiro é característico por fazer roupas fluídas, que lembram mar e água de coco. São Paulo costuma oferecer modelos estruturados em tecidos que, de certa forma, remetem ao mundo dos negócios. Legal cada canto ter suas características mas, até no mundinho fashion, tudo que é exagerado é ruim. Moda é sonho, mas também é mercado. Por esse prisma, considero importante que todos os lugares saibam fazer roupas da melhor forma possível. Se ficarmos naquele de “só fazemos isso”, acho que não sobreviveremos a esse mercado maluco que está aí.

A mesa de debates que era um sofá.

A mesa de debates que era um sofá.

Por fim, quero falar da participação de Marília Carneiro, figurinista que há mais de 40 anos trabalha na Rede Globo vestindo os personagens de diversas produções da emissora. Foi dela a ideia de colocar as famosas meias de lurex com sandálias nos pés de Sônia Braga na famosa novela Dancin´ Days, de 1978. Para ela, “quem educa o olho sabe para onde olhar e quem sabe para onde olhar sabe fazer” bons figurinos e, também, coleções interessantes para marcas de diversos tipos. Marília também ressaltou a importância de sempre se informar sobre tudo que está acontecendo ao redor porque informação também garante trabalhos interessantes e super palatáveis.

Marília Carneiro, pioneira no figurino aqui na terrinha.

Marília Carneiro, pioneira no figurino aqui na terrinha.

Sempre que consigo, vou a eventos como esse. Acredito que moda não se faz só com glamour, como várias pessoas pensam. Informação, pensamento crítico e bagagem ajudam bastante. É preciso conhecimento para saber fazer e, principalmente, para saber falar ou escrever, meu caso. Outro motivo que me levou a querer fazer o NBA em Direção Criativa de Moda que estou cursando. Um dia quero poder falar sobre um estilista, um período ou sobre um evento sem medo de ser feliz, sem ser leviana, irresponsável e, principalmente, sem ofender ninguém porque tenho embasamento para opinar. Para isso é preciso estudar, estudar e estudar. Mas, admito, estudar moda é mesmo muito divertido. Por isso, extremamente apaixonante!

Lembrando que o workshop Moda e Indústria Têxtil foi organizado pelo Sindivest-MG em parceria com a Fieng e pelas empresas: TS Studio, Salamandra Comunicação e 221 Consultoria.

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O quê é moda para você?

Hoje temos aqui no blog a presença super fashion da blogueira mineira (ixxi, rimou!) Caroline Alcântara, que escreve o Blog Dona Onça, um dos meus espaços favoritos dentro do mundinho fashion da web. Ela vai compartilhar com a gente sua opinião sobre o que é moda, opinião de gente esperta.

Carol toda trabalhada no jeans.

Carol toda trabalhada no jeans.

 

Moda para mim é o presente e o passado do que é usado em cada época. Com ela, é possível extrair aquilo que consideramos importante e adequado ao nosso estilo”. 

Se você, caro leitor, também quiser contar aqui no blog “o quê é moda”, simples: mande um e-mail com sua opinião acompanhado de uma foto bacana para naoesobremoda@gmail.com que eu publico. Vai ser ótimo saber o que você pensa!

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Conversas pensantes

Quando comecei a me interessar por moda o contato mais forte que tinha com esse mundo vinha das revistas. Ok, é verdade que nasci no tempo da internet, mas como sou uma pessoa muito sensorial, que adora sentir o toque do papel nas mãos, gostava mais de ver as fotos lindas que essas publicações inventam. E até hoje prefiro as revistas, sem dúvida.

E é por amar essas páginas que estive neste último sábado na palestra de Susana Barbosa, editora executiva da revista Elle, para o Movimento HotSpot. Se você não conhece, esse movimento é uma grande vitrine para novas ideias em música, design, moda e tendências, além de ser um campo fértil para que o inédito e inovador se apresentem.

Essa é a revista Mag! distribuída na palestra feita para o festival.

Essa é a revista Mag! distribuída na palestra feita para o festival.

Intitulada Papo de Redação, na conversa Susana abordou o tema das tecnologias digitais e das revistas impressas. Para ela, cada um tem seu espaço e as duas formas de comunicação precisam andar juntas, se completando, para que vivam harmoniosamente, “na revista temos tempo de lapidar ideias em fotos e textos, a internet precisa ser rápida e dinâmica”.

Outra parte interessante do encontro foi quando a editora comentou um pouco sobre como anda o panorama da moda brasileira e a questão dos novos criadores. Para ela, aqui no Brasil, por diversas questões que estão ligadas ao nosso passado de apenas ‘receber a moda pronta’ é difícil encontrar pessoas com estilo próprio, “por isso os bons criadores precisam ser valorizados”.

Esta é Susana durante a palestra. (Fonte: https://www.facebook.com/movhotspot)

Esta é Susana durante a palestra. (Fonte: https://www.facebook.com/movhotspot)

Concordo com essas colocações vistas na conversa; integração entre revista e digital e procura por um estilo raro. Quando a TV nasceu diziam que o rádio morreria. Não morreu, se reinventou. É exatamente isso que deve acontecer com as revistas, serem complementos que repercutir os acontecimentos rapidamente, às vezes de forma rasa, publicados na web.

Quanto ao estilo, temos a cultura de acompanhar e querer apenas o que vemos nos desfiles internacionais. Sim, esses criadores são referências, mas precisamos entender que as coisas que produzimos são boas também, para enfim atingir a maturidade fashion que se reflita no estilo individual, como acontece lá fora.

Falando sobre a redação... (Fonte: https://www.facebook.com/movhotspot)

Falando sobre a redação… (Fonte: https://www.facebook.com/movhotspot)

Adoro esses eventos e palestras porque sempre expandem meus horizontes intelectuais. Mas e você, leitor amigo, acha que é importante pensar a moda, assim como eu fiz? Concorda que as revistas precisam mudar? E quanto ao estilo, ele deve ser lapidado? Pense nisso que vai ser uma viagem legal. Se não quiser só pensar, expresse sua opinião nos comentários, vou adorar!

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